Bush anuncia hoje ajuda a mutuários

Congelamento de prestação da casa própria é a principal medida do pacote, que tenta evitar explosão da inadimplência

O Estadao de S.Paulo

06 de dezembro de 2007 | 00h00

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deve anunciar hoje à tarde um pacote de ajuda aos proprietários de imóveis com dificuldades para honrar suas hipotecas, segundo uma pessoa próxima ao assunto. A porta-voz da Casa Branca Emily Lawrimore não confirmou a informação. "Não consigo confirmar nada agora", disse ela, no início da tarde de ontem.Segundo as agências Reuters e Associated Press, ao menos duas medidas já estavam definidas. A primeira prevê que as hipotecas atingidas pelo plano são as originadas entre 1º de janeiro de 2005 e 31 de junho de 2007. A outra diz respeito ao prazo em que a taxa de juros dos contratos permanecerá congelada: 5 anos. A maioria das hipotecas do segmento subprime nos EUA tem taxas de juros fixas nos dois ou três primeiros anos do contrato. A partir desse prazo, começam a sofrer reajustes. Alguns especialistas estimam que, por conta disso, muitas prestações poderão ficar até 30% mais caras. O anúncio vem no momento em que a administração Bush trabalha com grupos de consumidores, credores e investidores para encontrar uma maneira de impedir o aumento das execuções de hipotecas. Funcionários do Tesouro americano vinham trabalhando num plano para congelar temporariamente as taxas de juros no nível inicial mais baixo, para evitar o aumento da inadimplência. O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, também vem procurando uma maneira de identificar os grupos de mutuários que poderão ser auxiliados com o refinanciamento.O anúncio de Bush deverá ocorrer apenas algumas horas depois de o Comitê de Serviços Financeiros do Congresso iniciar uma audiência sobre o mesmo assunto, com foco no que deve ser feito para ajudar os mutuários que precisam modificar suas hipotecas.Alguns dos órgãos reguladores bancários mais poderosos de Washington deverão depor na audiência, incluindo o diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) Randall Kroszner, o chefe do órgão regulador de câmbio (Comptroller of the Currency), John Dugan, e a presidente do Federal Deposit Insurance Corp. (FDIC), Sheila Bair.

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