Bush apressa Congresso para aprovar pacote econômico

Medida firmada entre governo e líderes do Congresso precisa ser aprovada no trâmite parlamentar

Efe,

26 de janeiro de 2008 | 17h12

Nesta sábado, 26, o presidente dos Estados Unidos pediu ao Congresso que se apresse em aprovar o pacote de medidas de reativação econômica.   Em seu habitual discurso radiofônico transmitidos sábados, Bush afirmou que este assunto será o tema central do discurso do estado da União que pronunciará na segunda-feira, o último de seu mandato.   "Na noirte de segunda-feira informarei que nos últimos sete anos conseguimos um grande progresso em temas importantes internamente e no exterior. Também informarei que temos pela frente assuntos pendentes e que devemos trabalhar juntos para resolvê-los", disse.   Um deles é o pacote de medidas econômicas idealizado para evitar a temida recessão nos Estados Unidos que , apesar de ter sido pactuado pelo governo e líderes do Congresso na quinta-feira, agora precisa ser aprovado no trâmite parlamentar.   O pacote prevê a restituição de impostos aos contribuintes no valor de US$ 100 bilhões, além de deduções fiscais que totalizam US$ 50 bilhões para as empresas que invistam em bens de capital.   As medidas têm como objetivo estimular o investimento e o consumo, que representa dois terços da economia americana.   "Sei que muitos de vocês estão preocupados com o risco de recessão por causa da instabilidade dos mercados imobiliário e financeiro", afirmou Bush, que reconheceu que "as bases para o crescimento a longo prazo permanecem sólidas".   "Por isso, considero que, com uma ação rápida, podemos dar a nossa economia o impulso que necessita para continuar crescendo e criando novos empregos para nossos cidadãos", acrescentou.   O presidente pediu à Câmara de Representantes e ao Senado que aprovem este pacote "o mais rápido possível", e, embora compreenda os desejos dos democratas e republicanos de acrescentar emendas, assegurou que seria "um erro prejudicar este importante acordo".   Segurança   Outro assunto "urgente" que o Congresso deve aprovar está relacionado com a Ata de Inteligência e Vigilância no Exterior, que permite aos agentes de inteligência efetuar escutas telefônicas e nas comunicações por computador, dentro e fora do país, sem necessidade de obter uma permissão judicial.   Esta lei, aprovada em agosto em uma tentativa de fortalecer a luta contra o terrorismo, expira em 1º de fevereiro.   "Se a lei expirar, será mais difícil determinar o que nossos inimigos estão fazendo para se infiltrar em nosso país. Será mais difícil para nós descobrir complôs terroristas, e será mais difícil evitar ataques contra o povo americano", afirmou.   Bush reconheceu que o Congresso está considerando um projeto de lei dos dois partidos que permitirá a seus profissionais "manter o fluxo vital de inteligência sobre ameaças terroristas".   "O projeto protegeria as liberdades dos americanos, enquanto nos asseguramos que estas proteções não seriam estendidas a terroristas no exterior", argumentou.   "Peço ao Congresso que aprove esta legislação rapidamente. Precisamos saber quem são nossos inimigos e o que estão planejando. E não podemos nos dar o luxo de esperar até depois de um ataque para ter a informação", disse.

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