Bush: crescimento econômico não está garantido

O presidente norte-americano George W. Bush, ao comentar os temores de uma desaceleração econômica dos EUA após reunião com o grupo de trabalho sobre mercados financeiros, disse que os mercados estão saudáveis, apesar da recente volatilidade. Ele disse que a economia tem "sólida fundação", mas acrescentou que o crescimento não deve ser tido como garantido. Ladeado pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, e pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, entre outras autoridades, Bush não se referiu a um potencial pacote de estímulo fiscal para salvaguardar a economia. Repetindo algumas de suas prioridades econômicas, Bush pediu que o Congresso mantenha os impostos baixos e disse que o aumento da exploração de petróleo e gás doméstico ajudaria a combater os altos preços de energia. "Se a fundação é forte, embora os indicadores sejam mistos, a pior coisa que o Congresso poderia fazer seria elevar impostos para o povo e as empresas americanas", disse Bush. Ele também pediu que o Congresso aprove a legislação para facilitar o refinanciamento das hipotecas para os mutuários com problemas financeiros. "Embora haja alguma incerteza, os mercados financeiros estão fortes e sólidos", disse o presidente. Esta manhã, o Departamento do Trabalho informou que o número de vagas criadas em dezembro foi o menor em quatro anos e a taxa de desemprego subiu para 5%, a mais alta em mais de dois anos. Os números abalaram Wall Street e aumentaram os temores de que a economia dos EUA caminhe para uma recessão este ano. "Há sinais que nos levam a ser ainda mais diligentes e assegurar que Washington produza boas políticas", disse Bush, ressaltando o menor crescimento no emprego, o aumento dos preços dos alimentos e da gasolina e o declínio no valor das residências. Bush não respondeu a perguntas. Ontem ele disse que está considerando "todas as opções", mas indicou que uma decisão sobre um eventual pacote provavelmente não será tomada antes de seu discurso do Estado da União, marcado para o próximo dia 28. As informações são da agência Dow Jones.

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