Bush defende pacto comercial com América Central

O presidente dos EUA, George W. Bush, afirmou nesta quinta-feira que o tratado de livre comércio (TLC) entre seu país, América Central e República Dominicana oferece "uma oportunidade histórica" para o desenvolvimento econômico da região. Após se reunir na Casa Branca com os presidentes de Costa Rica, Honduras, Guatemala, El Salvador, Nicarágua e República Dominicana, Bush prometeu se esforçar para conseguir que o Congresso dos EUA ratifique o tratado. O acordo comercial "oferece benefícios para todas as partes", afirmou Bush depois do encontro com os outros presidentes, em um ato que faz parte da campanha para conseguir a ratificação do TLC. A ratificação do acordo no Congresso de Washington enfrenta sérios obstáculos, já que esbarra na oposição de muitos legisladores democratas e vários republicanos. A oposição democrata, que se apresenta como defensora dos trabalhadores americanos, acha que o TLC inclui garantias "insuficientes" em relação às normas trabalhistas e ambientais, e teme que dê origem a uma maior perda de empregos nos Estados Unidos em benefício de países com mão-de-obra mais barata. Defesa do acordo O acordo entre os seis países da América Central e os Estados Unidos - conhecido como DR-Cafta (Tratado de Livre Comércio dos Estados Unidos com a América Central e República Dominicana, na sigla em inglês) - abrange uma área com população de 45 milhões de pessoas, que formava em 2003 o segundo maior mercado de exportação de produtos americanos na região, só superado pelo México. O lobby dos presidentes centro-americanos se junta à pressão do próprio governo Bush, que lançou nas últimas semanas uma ofensiva para tentar convencer os congressistas de que o acordo é bom para a economia americana e para a estabilidade política da região. Um estudo preliminar do Banco Mundial sobre o impacto do acordo na região divulgado na quarta-feira diz que o DR-Cafta é "um fator central para o futuro da América Central". O estudo diz que o acordo deve aumentar o nível de crescimento econômico entre os países da América Central e a República Dominicana e atrair mais investimentos para a região. O Banco Mundial está oferecendo financiamentos no valor de US$ 1,14 bilhão para esses países para investimentos em obras de infra-estrutura que possam melhorar as condições de competitividade e melhorar o escoamento da produção. Resistência A aprovação do acordo enfrenta resistências no Congresso e na opinião pública americana, que culpa esses acordos pela transferência de empregos dos Estados Unidos para outros países, onde a mão-de-obra é mais barata. Analistas acreditam que o governo tem cerca de 20 a 25 votos menos do que precisa para aprovar o acordo. Além da resistência dos democratas, a administração enfrenta também dificuldades para convencer os republicanos de que o acordo será bom para o país.

Agencia Estado,

12 Maio 2005 | 15h26

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