Bush diz confiar na aprovação de pacote pelo Congresso

Presidente dos EUA diz que plano é 'necessário para estabilizar crise' e pede agilidade aos senadores

Agências internacionais,

01 Outubro 2008 | 16h26

O presidente dos EUA, George W. Bush, fez um apelo nesta quarta-feira, 1, para que os senadores aprovem rapidamente o pacote de ajuda ao sistema financeiro do país, já que ele é "necessário para estabilizar a crise". O líder norte-americano afirmou, porém, que está confiante na aprovação do plano, que "foi melhorado com a elevação do teto de seguro dos depósitos". A pacote propõe que o valor dos depósitos garantidos passe de US$ 100 mil para US$ 250 mil. Ele fez essas declarações depois de reunir-se na Casa Branca com o general David McKiernan, comandante das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).   Veja também: Entenda a nova proposta dos EUA em votação   Votação do pacote no Senado dos EUA deve ocorrer após 20h30 Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira Veja os principais pontos do pacote dos EUA  Entenda a crise nos EUA  Entenda o que acontece com o fracasso do pacote    O plano volta ao Senado para votação na noite desta quarta-feira. Na nova proposta, foram incluídas medidas que dão mais garantias aos correntistas e, ao mesmo tempo, tenta reduzir a desconfiança dos investidores com as condições de equilíbrio do sistema financeiro.   Para que  este limite de garantia seja ampliado, o projeto de socorro vai permitir temporariamente que a agência federal que garante os depósitos bancários norte-americanos, a FDIC (Federal Deposit Insurance Corp), tome empréstimos sem limites de valor do Departamento do Tesouro, informou o The Wall Street Journal. Isto é importante porque vai aumentar amplamente o poder da FDIC para garantir que os depositantes possam ter seu dinheiro de volta se seus bancos falirem.   Além dos depósitos, outra idéia é a ampliação do prazo para a "marcação a mercado". Isso significa que os gestores de investimentos teriam mais tempo para ajustar o valor dos ativos que compõem a carteira de aplicações. Além disso, o plano que vai a votação no Senado deve trazer ainda uma proposta de benefício aos desempregados.   Os líderes dos dois partidos americanos ainda prometeram acrescentar ao pacote um projeto de corte de impostos. Como o otimismo em relação ao pacote é bem maior no Senado, acredita-se que a decisão de votar antes na alta câmara do Congresso foi uma forma de colocar pressão sobre os deputados da Câmara dos Representantes, para que eles mudem seus votos. Na última segunda, a Câmara dos EUA vetou o projeto.     (com Renato Martins e Cynthia Decloedt, da Agência Estado e BBC Brasil)

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