Bush diz que economia vai bem, mas subprime preocupa

?Temo pelas pessoas que podem perder suas casas?, afirma presidente dos EUA

Washington, O Estadao de S.Paulo

05 de dezembro de 2007 | 00h00

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse ontem que "o básico" da economia americana está bom. Segundo ele, o desemprego é baixo, as taxas de juro são reduzidas e o crescimento econômico é forte. No entanto, Bush disse reconhecer que há "questões sérias"confrontando o país. Bush apontou a atual crise no mercado de hipotecas de alto risco (conhecido como subprime) e a desaceleração no ritmo de novas construções residenciais. "Estou preocupado com as pessoas que podem não conseguir ficar com suas casas", afirmou.O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, está tentando chegar a um acordo com instituições financeiras do país para congelar as taxas de juros cobradas nos empréstimos subprime. Em geral, esses contratos prevêem taxas fixas nos primeiros anos de vigência. A partir do segundo ou terceiro ano, a taxa cobrada tem um reajuste.Como muitos devedores de hipotecas nos EUA se encontram nessa transição, a expectativa é de que milhares perderão suas casas por inadimplência. Bush disse que o mercado de hipotecas não é tão simples hoje quanto foi anteriormente, em resposta a uma pergunta sobre se sua administração não esperou muito para responder à crise subprime. "Reconhecemos que a indústria de hipotecas imobiliárias é um pouco mais complexa hoje do que no passado", disse o presidente americano. Como resultado, tratar do assunto é igualmente complexo, defendeu-se. Bush se disse satisfeito com os progressos obtidos até agora.O Congresso está examinando uma legislação que poderá reduzir os impostos sobre os mutuários que têm de refinanciar suas hipotecas. Em qualquer um dos casos - redução de taxa ou de imposto -, não estaremos resgatando os cedentes de empréstimos, afirmou Bush. BALA DE PRATAUma declaração de Paulson à TV Bloomberg, na segunda-feira, levou mais pessimismo ao mercado americano ontem. O secretário do Tesouro disse que não tem uma "bala de prata" para acabar, de uma hora para a outra, com a crise das hipotecas no país. Na avaliação de analistas, as palavras de Paulson mostram que a crise imobiliária ainda está longe de um desfecho, o que faz os investidores ficarem longe do risco. AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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