Bush e Democratas chegam a acordo sobre plano econômico

A Casa Branca não confirmou que o acerto final seria divulgado hoje, mas também não descartou a hipótese

Agências internacionais,

24 de janeiro de 2008 | 13h11

Os Democratas e a administração Bush chegaram a um acordo preliminar nesta quinta-feira, 24, sobre o plano de alívio à economia norte-americana, que incluirá restituições entre US$ 300 e US$ 1.200 e cortes de impostos, segundo informou a agência de notícias Associated Press. A Casa Branca, no entanto, não confirmou que o acerto final seria divulgado ainda hoje, mas também não descartou a hipótese, segundo informa a Dow Jones.   Veja também: Bolsas asiáticas mantêm recuperação; Hong Kong destoa e cai Société Générale anuncia perda de 4,9 bi de euros com fraude  Em decisão unânime, Copom mantém juro em 11,25% ao ano  Veja como ficam seus investimentos com a crise nos mercados  Especialistas recomendam cautela com ações  Entenda a crise nos Estados Unidos   Celso Ming comenta a crise no mercado financeiro      "Acredito que certamente é possível, mas não vamos afirmar em absoluto", afirmou a porta-voz Dana Perino quando questionada sobre se o secretário de Tesouro, Henry Paulson, e os congressistas fecharão um acordo nesta semana.   Fontes do Congresso próximas às negociações disseram que a Democrata Nancy Pelosi e o líder Republicano John Boehner, de Ohio, chegaram a um acordo em uma conversa por telefone nesta quinta-feira. As autoridades, falando em condição de anonimato, disseram que os dois querem que os líderes de seus partidos assinem o acordo antes de qualquer anúncio.   Perino afirmou que o presidente George W. Bush tem recebido atualizações regulares de Paulson da equipe sênior sobre o plano de estímulo, no qual vem se trabalhando durante toda a semana. O assunto veio à tona durante recepção social na Cansa Branca, na quarta-feira, com senadores republicanos, evento que contou com a participação de Paulson e do secretário de Comércio, Carlos Gutierrez.   Detalhes do plano   O plano, segundo assessores do Congresso, inclui dinheiro para ampliar o benefício de desemprego, aumentar os pagamentos do programa assistencial federal de alimentação ou acelerar alguns projetos de infra-estrutura, conforme esperava a massa Democrata. Deve providenciar também restituições fiscais de US$ 300 a US$ 1.200. Negociadores esperam que os cheques de restituição cheguem aos contribuintes já neste verão (no hemisfério Norte), para ajudar a incentivar os gastos dos consumidores.   O acordo prevê ainda o aumento dos limites de empréstimos da Federal Housing Association (FHA) e das agências subsidiadas pelo governo (GSE) como a Fannie Mae e Freddie Mac. O acordo deve elevar os limites de empréstimos da FHA de US$ 362.000 para US$ 725.000, e os das agências de US$ 417.000 para US$ 625.000.   Em termos específicos, o plano deve modificar o piso de 10% da alíquota de imposto, uma mudança que se acredita que deve representar US$ 600 para um contribuinte único ou US$ 1.200 para um casal. Os contribuintes que não recebem o suficiente para se beneficiar do plano podem, por sua vez, receber um crédito fiscal "reembolsável" de US$ 300 relacionado ao número de filhos.   Os negociadores também concordaram em permitir às empresas amortizar 50% dos custos de novas compras de capital e, no caso das empresas pequenas, a baixa pode chegar a 100% dos custos de algumas compras adicionais. O acordo também permite que as empresas aumentem o período em que podem devolver as perdas de dois para cinco anos. A provisão permite que empresas que estão no vermelho neste ano obtenham restituições.   A Casa Branca afirmou que o acordo sobre o pacote ainda não foi finalizado. "Nosso entendimento é que ainda não há um acordo final, mas eles estão fazendo progressos", afirmou a porta-voz da Casa Branca.

Mais conteúdo sobre:
Crise nos EUAEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.