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Bush é o pior presidente da história, diz Jeffrey Sachs

Economista, classificado como o mais importante do mundo pelo 'NYT', critica política econômica dos EUA

Da Redação,

06 de junho de 2008 | 15h53

O presidente norte-americano George W. Bush "é o pior presidente da história. Talvez o gestor responsável pela pior política econômica da história dos Estados Unidos". A afirmação foi feita pelo economista Jeffrey Sachs, provavelmente o mais importante do mundo segundo o The New York Times, em entrevista ao El País.  Veja também:Entenda a crise dos alimentos  Entenda a crise nos Estados Unidos  Cronologia da crise financeira   Em meio à crise alimentar, os temores com a economia dos Estados Unidos e o crescente aumento de preços do petróleo, o economista lança seu novo livro "Economia para um planeta superpovoado". "O século 20 presenciou o fim do predomínio europeu. E o 21 será testemunha do fim da supremacia norte-americana". Assim começa o livro, cuja tese principal pode se resumir em quatro necessidades urgentes: o mundo deve encontrar fonte de energia sustentáveis; estabilizar a população em torno de 8 bilhões de pessoas; eliminar a miséria; e criar um novo sistema de cooperação global. "Bastaria cerca de 2% da riqueza mundial para isto", explicou Sachs. No começo desta década, havia 1 bilhão de pessoas vivendo na miséria. Sachs afirmou que era possível erradicá-la totalmente em 2025. O problema é que hoje essa cifra ou se mantém ou aumenta. "Continuo acreditando que essa previsão é válida", disse. "E mais ainda agora." "As coisas pioraram por causa da crise alimentar e os investimentos necessários não foram feitos", disse. "Porém, e essa é a boa notícia, nas últimas 10 semanas se falou mais deste problema que nos últimos 10 anos. Na reunião da FAO, em Roma, começou a haver uma grande mudança. Mas precisamos de liderança. Precisamente o que tem faltado nos Estados Unidos nos últimos oito anos."  Sobre os temores de que uma recessão nos Estados Unidos afete toda a economia mundial, o economista afirmou: "Haverá recessão nos EUA, ainda que com sinais difusos. E desaceleração mundial por causa do petróleo, mas não recessão, que será impedida pela Ásia e América Latina".  Partidário dos democratas - ainda que não seja declarado, por causa de seu trabalho na Organização das Nações Unidas -, Sachs critica bastante a administração de Bush. "Há uma volta perigosa ao protecionismo, impulsionada pelo discurso de Bush, afirmou sobre as conseqüências da crise. Sobre as causas, seu alvo foi o Federal Reserve: "O papel do banco central é pequeno desde 2001. Ele permitiu a desregulação financeira e contribuiu para este descontrole imobiliário."

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