Bush é pressionado para subsidiar aço

A batalha entre protecionistas e defensores da liberalização da indústria do aço começa a esquentar, a poucos dias de os Estados Unidos demostrarem se praticam a política de abertura comercial que pregam ao resto do mundo. Determinados a fechar o país às importações de aço, milhares de metalúrgicos americanos promoverão manifestação em Washington, na quinta-feira, para pressionar o presidente George W. Bush a usar o processo de salvaguardas que iniciou no ano passado. O primeiro prazo para a decisão de Bush vence na quarta-feira da próxima semana. Um importante ator no processo de deliberação em curso na administração, o subsecretário internacional do Departamento de Comércio, Grant Aldonas, desmarcou visita que planejava fazer a Brasília esta semana. Comenta-se que Aldonas está convencido de que o aço brasileiro é parte da solução e não dos problemas da siderurgia dos EUA, argumentos que ouviu recentemente do chanceler Celso Lafer e do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Sérgio Amaral. O Brasil é o maior fornecedor de aços semi-acabados para o mercado americano. Segundo o advogado William Barringer, da firma Willkie Farr & Gallagher, que representa os interesses da indústria siderúrgica brasileira em Washington, há uma proposta técnica em discussão que prevê a imposição de uma quota tarifária para os semi-acabados. "Estamos trabalhando para que a quota seja maior dos que as 7 milhões de toneladas propostas pela International Trade Commision (ITC) e para que não se aplique tarifa dentro da quota", disse Barringer. Esse tipo de solução preservaria o espaço dos semi-acabados brasileiros no mercado americano. "Mas até onde se sabe, a proposta ainda não chegou à Casa Branca, onde ocorrerá a decisão final", afirmou Barringer.

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