Bush fecha pacote de ajuda e anuncia detalhes

A primeira medida divulgada foi a devolução de US$ 600 a US$ 1.200 em impostos aos contribuintes

Agências internacionais,

24 de janeiro de 2008 | 16h01

O governo americano confirmou nesta quinta-feira, às 16h (horário de Brasília), o acordo final de ajuda à recuperação da economia do país. A primeira medida divulgada foi a devolução de US$ 600 a US$ 1.200 em impostos aos contribuintes. Fontes do Congresso próximas às negociações já haviam antecipado que a Democrata Nancy Pelosi e o líder Republicano John Boehner, de Ohio, haviam chegado a um acordo em uma conversa por telefone nesta quinta-feira. As autoridades, falando em condição de anonimato, disseram que os dois querem que os líderes de seus partidos assinem o acordo antes de qualquer anúncio. Veja também: Bolsas asiáticas mantêm recuperação; Hong Kong destoa e cai  Société Générale anuncia perda de 4,9 bi de euros com fraude Bolsas européias se recuperam e fecham em forte alta Dólar cai 2,25% e termina semana de crise comportado Veja como ficam seus investimentos com a crise nos mercados Especialistas recomendam cautela com ações Entenda a crise nos Estados Unidos  Celso Ming comenta a crise no mercado financeiro     A porta-voz da Casa Branca Dana Perino afirmou que o presidente George W. Bush tem recebido atualizações regulares do secretário de Tesouro, Henry Paulson, e da equipe sênior sobre o plano de estímulo, no qual vem se trabalhando durante toda a semana. A Casa Branca informou que está "satisfeita" que Paulson e os líderes do Congresso tenham chegado a um acordo sobre as medidas para estimular a economia dos EUA. Detalhes do plano O plano, segundo assessores do Congresso, inclui dinheiro para ampliar o benefício de desemprego, aumentar os pagamentos do programa assistencial federal de alimentação ou acelerar alguns projetos de infra-estrutura, conforme esperava a massa Democrata. Deve providenciar também restituições fiscais de US$ 300 a US$ 1.200. Negociadores esperam que os cheques de restituição cheguem aos contribuintes já neste verão (no hemisfério Norte), para ajudar a incentivar os gastos dos consumidores. O acordo prevê ainda o aumento dos limites de empréstimos da Federal Housing Association (FHA) e das agências subsidiadas pelo governo (GSE) como a Fannie Mae e Freddie Mac. O acordo deve elevar os limites de empréstimos da FHA de US$ 362.000 para US$ 725.000, e os das agências de US$ 417.000 para US$ 625.000. Em termos específicos, o plano deve modificar o piso de 10% da alíquota de imposto, uma mudança que se acredita que deve representar US$ 600 para um contribuinte único ou US$ 1.200 para um casal. Os contribuintes que não recebem o suficiente para se beneficiar do plano podem, por sua vez, receber um crédito fiscal "reembolsável" de US$ 300 relacionado ao número de filhos. Os negociadores também concordaram em permitir às empresas amortizar 50% dos custos de novas compras de capital e, no caso das empresas pequenas, a baixa pode chegar a 100% dos custos de algumas compras adicionais. O acordo também permite que as empresas aumentem o período em que podem devolver as perdas de dois para cinco anos. A provisão permite que empresas que estão no vermelho neste ano obtenham restituições. A Casa Branca afirmou que o acordo sobre o pacote ainda não foi finalizado. "Nosso entendimento é que ainda não há um acordo final, mas eles estão fazendo progressos", afirmou a porta-voz da Casa Branca.  

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