Bush quer da Justiça autorização para intervir nos portos

O presidente dos EUA, George W. Bush, decidiu pedir ao Departamento de Justiça para que dê entrada a uma ordem judicial para reabrir os portos da Costa Oeste, por um período de até 80 dias, intervindo na disputa trabalhista que tem gerado um custo de cerca de US$ 2 bilhões por dia à economia dos EUA.A informação partiu de autoridades da administração Bush, sob condições de anonimato. A decisão, que tem um alto custo político, deve ser anunciada por Bush hoje e configura a primeira intervenção de um presidente em uma disputa trabalhista nos últimos 25 anos, acionando a Taft-Hartley Act. Datada de 1947, a legislação permite ao governo intervir, por até 80 dias, numa paralisação que coloque em risco a segurança nacional e a economia. Bush decidiu pedir uma ordem judicial após o grupo de trabalho criado para avaliar a disputa entre estivadores e operadoras de portos da Costa Oeste ter concluído que o conflito trabalhista não deve terminar logo.Segundo fontes da administração Bush, o comunicado do grupo de trabalho não apresentou detalhes sobre o impacto econômico e para a segurança nacional da paralisação das atividades dos portos, mas concluiu que não há nenhuma esperança de resolução do conflito no curto prazo.O locaute começou em 29 de setembro e é feito por uma coligação de patrões que, em resposta à ameaça de greve de seus operários, fecham as suas oficinas ou interrompem suas atividades. Os administradores afirmaram que foram levados a interromper as atividades dos 29 portos da Costa Oeste porque os 10.500 trabalhadores estavam realizando uma operação tartaruga.Os estivadores alegam que apenas estavam sendo mais cuidadosos após cinco pessoas terem morrido em acidentes no trabalho nos últimos meses. Mas os sindicatos admitiram que os trabalhadores estavam protestando contra o uso de equipamentos mais modernos, que vão acelerar o desembarque de contêineres e deverão gerar corte de empregos.

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