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Bush reconhece pela 1º vez que país está em recessão

Ele também expressou preocupação com os trabalhadores que perderam empregos na desaceleração

Da Redação,

05 de dezembro de 2008 | 16h17

O presidente dos EUA, George W. Bush, reconheceu pela primeira vez que a economia dos EUA está em uma recessão. Ele também expressou preocupação com os trabalhadores que perderam empregos na desaceleração da economia e disse que sua administração está trabalhando para estabilizar os mercados financeiros e liberar crédito. A Casa Branca, contudo, descartou um segundo pacote de estímulo, apesar da acentuada deterioração do mercado de mão-de-obra dos EUA. "Isso é algo que esperamos que vai acontecer na próxima administração", disse o porta-voz da Casa Branca Scott Stanzel.   Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Sobre o maior corte no número de vagas em um mês desde 1974, de 533 mil em novembro, Bush disse que o indicador "reflete o fato de que a economia está em uma recessão". "Isto é, em grande parte, por causa dos severos problemas em nossos mercados de moradia, crédito e financeiro, que resultaram em perdas significativas de empregos", acrescentou.   Bush disse que sua administração está focada "nas causas que deram origem" à recessão - obstrução nos mercados de crédito e desaceleração do setor de moradia. Ele observou sinais positivos vindos dos mercados de crédito. "O crédito está começando a se mover. Um mercado que estava congelado está degelando", disse. "Ainda há muito trabalho a fazer, mas existem alguns sinais animadores."   Sobre o mercado de moradia, Bush disse que sua administração vai agir para ajudar os proprietários de imóveis a evitar as execuções de hipotecas. Contudo, o presidente não mencionou qualquer nova proposta. "As taxas de juro ajudam a recuperação do mercado de moradia e as taxas de juro e hipotecárias estão caindo", disse. "E mais, existe um número de programas em vigor para ajudar os americanos a permanecerem em suas casas", acrescentou.   Montadoras   Bush disse ainda que está preocupado com relação a viabilidade das montadoras americanas e pediu aos congressistas que atuem para viabilizar na próxima semana um plano que dará às companhias US$ 25 bilhões em empréstimos já autorizados. Bush não deu indicações se estava suavizando sua posição contra o uso de fundos do pacote de socorro para o mercado financeiro do Departamento do Tesouro de US$ 700 bilhões para ajudar as montadoras. Esta posição é defendida pelos Democratas no Congresso.   Os comentários de Bush foram feitos no momento em que os executivos das Três Grandes de Detroit - General Motors, Ford e Chrysler - renovam seu pedido por um socorro do governo de US$ 34 bilhões em uma audiência no Congresso. "Eu estou preocupado com relação a viabilidade das companhias de automóveis, eu estou preocupado com aqueles que trabalham para as montadoras e suas famílias e, da mesma forma, eu estou preocupado com relação ao dinheiro de impostos que está senso oferecido aquelas companhias que não podem sobreviver", disse Bush.

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