Bush surpreende e participa de reunião do G20 sobre a crise

Presença inesperada do líder americano reforçou a gravidade que Bush atribui à crise financeira global

BBC, BBC Brasil

11 de outubro de 2008 | 21h09

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez uma inesperada participação neste domingo na reunião do G20, o bloco que reúne algumas das principais economias emergentes bem como os países mais ricos do mundo.   Veja também: G7: 'todos os meios' contra a crise Bolsa cai 20% em semana de pânico  Como o mundo reage à crise  Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira    O encontro, realizado na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington, deveria contar apenas com ministros das Finanças dos países do bloco, entre eles o ministro da Fazenda Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.   Durante a reunião, Bush, que nunca antes havia participado de um encontro do G20, se sentou ao lado de Mantega. O Brasil atualmente exerce a presidência do grupo. A presença inesperada do líder americano no encontro reforçou a gravidade que Bush atribui à crise financeira global.   G7   Pela manhã, Bush já havia recebido os ministros do G7 na Casa Branca, em outro encontro decidido com pouca antecedência. A reunião que teve a participação de ministros do Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália e Canadá contou ainda com a presença dos líderes do FMI e do Banco Mundial (Bird).   Após o encontro do G7, Bush defendeu a necessidade de se encontrar uma solução coordenada para conter os efeitos da turbulência financeira. ''Em um mundo interconectado, nenhuma nação sai ganhando ao prejudicar outra. Estamos juntos nisso. E vamos superar isso juntos. Houve momentos de crise no passado em que nações poderosas voltaram suas energias uma contra as outras ou procuraram se isolar do mundo.   Desta vez é diferente'', afirmou. Foi o vigésimo pronunciamento de Bush relativo à economia americana em apenas 23 dias.   Os comentários de Bush, no entanto, bem como as ações do governo americano - como a de aprovar um pacote de US$ 700 bilhões para resgatar a combalida economia do país - vêm falhando no intento de acalmar os mercados financeiros mundiais, que seguem tendo quedas recorde.   Ainda neste sábado, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, também advertiu para a gravidade da turbulência financeira.

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