Tegra/Ilustração
Tegra/Ilustração

Butique de R$ 1,5 bilhão

Produtos que privilegiam paisagismo, calçadas largas e combinam fino acabamento com plantas personalizadas são objetivos da Tegra

Heraldo Vaz ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2018 | 05h00

Com projetos que privilegiam paisagismo e calçadas largas, a Tegra combina detalhes e acabamentos de alto padrão. Dependendo do empreendimento, a incorporadora oferece opções de planta personalizada, fechadura biométrica, aspiração central e nivelamento do piso do terraço com o da sala. “Somos uma butique em escala”, afirma o diretor geral para São Paulo, Thiago Castro, referindo-se aos produtos da marca. Para 2018, segundo ele, a previsão de lançamentos é de R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 1,3 bilhão em São Paulo.

Desde 2017, Tegra é o novo nome da Brookfield Incorporações, com 40 anos de atuação no Brasil e produção de 93 mil imóveis no período. Premiada no Top Imobiliário na 8ª posição do ranking das incorporadoras, a Tegra lançou três edifícios no último bimestre de 2017: um na Vila Anastácio, com apelo da “primeira rua-jardim” de São Paulo, e outros dois, em Pinheiros e Moema, considerados bairros do desejo do público paulistano. Com torre de 26 andares, o Pin Home Design, na Rua dos Pinheiros, tem dois dormitórios, de 70 m², e preço de R$ 13 mil por m². São 160 unidades residenciais e uma loja. “75% já foram vendidos”, conta. Em Moema, lançou o Che Vouz, também com dois dormitórios, de 70 m², em torre única de 23 pavimentos. São 140 apartamentos, em média, por R$ 15 mil o m².

Parceria. Fechando o trio de lançamentos, o Jerivás é mais uma fase do Caminhos da Lapa, um complexo em parceria com a Helbor e a Toledo Ferrari. “São sete incorporações que fizemos juntos”, diz Castro. “Mais de um quilômetro de frente, um superpaisagismo, com calçadas mais largas que as da Avenida Paulista.” É um produto “bem família”, segundo ele, com três e quatro dormitórios, de 105 e 136 m². Serão quatro torres em terreno de 19 mil m², com projeto de arquitetura de Itamar Berezin e paisagismo de Benedito Abbud. Em 2016, em fase anterior do Caminhos da Lapa, foi lançado o Home Club, de dois e três dormitórios.

Agora foi a vez do Jerivás. “Do total de 400 unidades, abrimos venda só para 200”, diz Castro. “Já temos 40% vendido, com preço de R$ 8,5 mil o m².”

Com um valor global de lançamento de R$ 2 bilhões, o megacomplexo Caminhos da Lapa é um dos principais projetos em que Toledo Ferrari está envolvida. Localizado na Vila Anastácio, zona oeste de São Paulo, o residencial conta com sete lotes que, no futuro, reunirão de 17 a 20 torres. A oferta inclui apartamentos de 60 a 140 m², de dois a quatro dormitórios.

“Lançamos o Home Clube, com duas torres, e o Jerivás, com quatro. Neste ano, devemos lançar mais um lote”, conta Toledo. A intenção, segundo ele, é colocar no mercado uma fase a cada semestre até 2020. Além do lazer completo, o grande atrativo do empreendimento é um parque público que as incorporadoras construirão entre os condomínios. Outro apelo é o preço oferecido, menor em relação a outros residenciais de regiões próximas. “Estamos praticamente criando um bairro novo”, diz Toledo.

Alphaville. Em 2017, a Tegra apresentou ao mercado sete novos projetos, incluindo dois em Alphaville. Um deles foi o Lake Gramercy Park, em outubro, com entrega prevista para 2020. São apartamentos de quatro suítes, com 336 m² privativos e living com pé-direito duplo de 5,6m. Além da área verde com 26,8 mil m², o projeto oferece um complexo aquático. 

Na faixa de R$ 7,2 mil/m², o preço final chega a R$ 2,4 milhões. Segundo os dados da Embraesp, foi o apartamento mais caro lançado nas cidades da região metropolita.

Na cidade de São Paulo, foram cinco lançamentos com valor global lançado (VGL) de R$ 750 mihões. “Todos são de médio-alto e alto padrão”, diz Castro, citando Pin Home Design, Chez Vous, Jerivás e os dois em Alphaville. Os terrenos eram para esse perfil. “Queríamos ter comprado terreno mais enxuto para um produto de entrada, mas o landbank era em bairros nobres, como o do Curitiba 381 Ibirapuera, com preço de R$ 30 mil por m².”

A previsão do volume de vendas para 2018 indica R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão em São Paulo, mercado que respondeu pela soma de R$ 900 milhões no ano passado do total de R$ 1,6 bilhão no País. (Colaborou Gustavo Coltri)

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