C-Bond cai 1,06% e risco Brasil é o maior desde outubro

O mercado da dívida externa não sustentou a leve alta registrada no período da manhã e fechou, pelo terceiro dia seguido, com os preços nas mínimas ou perto delas. O risco Brasil ? taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do país ? apontava alta de 40 pontos, para 596 pontos-base, o mais alto nível desde 30 de outubro passado, quando estava em 607 pontos-base. A queda dos preços dos papéis da dívida se acelerou à tarde, quando intensificaram-se os boatos sobre uma substituição do ministro da Casa Civil, José Dirceu. Segundo um operador, a saída de Dirceu, figura-chave de articulador do governo, traria um forte componente de incerteza. Isso elevaria o risco político, num momento em que os preços dos títulos brasileiros já não têm mais prêmio para oferecer, depois da alta acumulada desde o fim do ano passado. Com a proximidade do feriado prolongado, a opção tanto de estrangeiros quanto de brasileiros foi reduzir a exposição ao risco e, com isso, cresceram as vendas destes papéis, que já traziam em seus preços a incerteza em relação aos rumos da crise política. O C-Bond, principal título da dívida brasileira negociado no exterior, voltou para os níveis em que estava no início de novembro passado, fechando negociado em 93,750 centavos por dólar, com queda de 1,06% em relação ao fechamento de quarta-feira. Na mínima, o C-Bond saiu por 93,50 centavos por dólar e, na máxima, atingiu 95,313 centavos por dólar. O Global 40, outro título brasileiro muito negociado no exterior, terminou na mínima do dia, negociado em 103 centavos por dólar, queda de 1,2%. Na máxima, o Global 40 chegou a 105,65 centavos por dólar.

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