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Cabral quer que governo Dilma entre no debate

O governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), reclamou ontem do comportamento do governo Dilma Rousseff na condução das discussões sobre os royalties do petróleo. Em entrevista na cidade de Piraí, no Vale do Paraíba, ele chegou a dizer que a presidente deveria agir com "coerência" ao tratar da questão. Sem ser explícito, o governador evidenciou que a gestão de Dilma, para ele, tem sido omissa em relação à partilha por Estados e municípios dos recursos do pagamento dos royalties pela indústria petrolífera.

SERGIO TORRES / PIRAÍ, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2011 | 03h05

"Espero que o governo federal tenha uma interferência política mais decisiva nessa discussão e mostre a ilegalidade de qualquer ação contra as receitas estaduais. Pelo que estou lendo nos jornais, é um projeto que viola direitos adquiridos. Então, o governo federal deve, a meu ver, entrar no jogo, no debate, e esclarecer isso. Esse governo federal que foi eleito como continuidade do governo anterior", afirmou ele durante visita à nova fábrica de bebidas da Ambev.

Para Cabral, o governo Dilma deveria agir como a administração que o antecedeu, do presidente Lula. "Basta que o atual governo federal tenha coerência com o governo que terminou em 31 de dezembro de 2010. Cuja presidente da República era ministra daquele governo. Tenha certeza que a presidente Dilma vai ser coerente com a ministra Dilma e não vai aceitar nenhuma violação aos pactos legais, constitucionais e federativos que ela como ministra ajudou a elaborar para o pré-sal a ser licitado."

Perguntado pelo Estado se tem conversado com a presidente, o governador disse que não. Acrescentou que duas vezes tratou do assunto com ela. Na última delas, "tive a oportunidade de expor as minhas convicções, e ela ouviu atentamente".

No caso de o Estado do Rio vir a ser prejudicado, o governador ameaçou levar "o povo do Rio de Janeiro às ruas para lutar pelos seus direitos", pois será "uma verdadeira calamidade".

Anteontem, ele não compareceu à manifestação na Cinelândia a favor dos royalties. Não foi, disse, por entender que o ato, organizado pelo ex-governador e ex-aliado Anthony Garotinho (deputado federal do PR-RJ), tinha como objetivo "o conflito".

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