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Cabral: RJ perde 8% da receita com partilha de royalties

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, apresentou à presidente Dilma Rousseff números que mostrariam uma perda de 8% da receita do Estado, caso o projeto de partilha dos royalties do petróleo, aprovado pelo Senado, seja mantido. De acordo com o governador, os números usados pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), relator do substitutivo sobre a partilha dos royalties, estão superestimados e reduzem o impacto para o Estado.

LISANDRA PARAGUASSU, Agencia Estado

21 de outubro de 2011 | 18h19

"Quando eu disse à presidente que a previsão no projeto era de que a expectativa de produção chegasse a 5 bilhões de barris em cinco anos, ela mesma disse que é impossível", afirmou o governador. Cabral afirma que disse à presidente ainda que o Estado do Rio de Janeiro teria uma perda de R$ 1,5 milhão. Segundo ele, Dilma teria "ficado impressionada" e dito que "iria analisar os números".

O governador entregou à presidente uma nota técnica mostrando as perdas do Estado e dos municípios fluminenses. Informou, por exemplo, que todos os R$ 8,5 bilhões que seu governo receberia em 2012 já estão comprometidos no orçamento. Desses recursos,R$ 6 bilhões seriam para pagar aposentados e inativos.

Cabral, no entanto, não quis respondeu se teria pedido a Dilma o veto ao projeto. Informou apenas que uma nova reunião foi marcada para a próxima quarta-feira, quando será anunciada a ampliação da produção da fábrica da Citröen no Estado.

Apesar de continuar batendo na impossibilidade de o Rio perder dinheiro (o governador não aceitou nem mesmo dizer se aceita alguma perda para negociar no Congresso), Cabral baixou o tom do discurso. Afirmou que é preciso "sair do debate acalorado" e mostrar os números. "Temos de ir passo a passo. A conversa com o Congresso precisa ter muita serenidade", disse.

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