Cacau avança 1,21% com sinais de menor oferta global

Cenário: Angelo Ikeda

O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2013 | 02h11

Sinais de redução na oferta global voltaram a impulsionar os preços futuros do cacau ontem na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em maio subiu 1,21%, a US$ 2.261 por tonelada, o nível mais alto em três meses. Na semana, os ganhos foram de 6%.

A África Ocidental, responsável por mais de dois terços do cacau consumido no mundo, concluiu sua safra principal e deve começar a colher a intermediária este mês. Além da escassez do produto durante a entressafra, o mercado teme que o clima seco na região tenha prejudicado o desenvolvimento da safra intermediária, o que poderia resultar em produção menor. Outro fator que ajudou a sustentar os preços do cacau foi o excesso de chuvas na Indonésia - terceiro maior produtor mundial -, o que vem causando atrasos na colheita no país.

As chuvas também estão afetando a safra 2013/14 de cana no Brasil, e isso levou a uma alta mais significativa do açúcar bruto. A commodity, que vinha registrando variações modestas, avançou 1% em Nova York e fechou no patamar mais alto desde 22 de março. Com a disponibilidade limitada no curto prazo, investidores estão tendo de pagar um preço mais alto para obter açúcar neste momento, embora o mercado saiba que haverá um excedente mais à frente.

Na Bolsa de Chicago, o trigo subiu 2,44% por temores de que geadas tenham causado danos a lavouras nos Estados Unidos esta semana. Boa parte das áreas produtoras já sofre com o clima seco, e geadas podem reduzir ainda mais as estimativas de produção.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.