Cacau sobe com estiagem na África Ocidental

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2012 | 03h09

A estiagem na Costa do Marfim e em Gana pode prejudicar a produção de cacau e, por isso, os preços subiram ontem no mercado internacional. Na Bolsa de Nova York, os contratos do cacau para entrega em dezembro fecharam em alta de 1,75%, cotados a US$ 2.442 por tonelada. Os dois países são os principais exportadores da commodity. O analista Shawn Hackett, da corretora Hackett Financial, afirmou à agência Dow Jones que o clima foi excepcionalmente seco na semana. Uma oferta menor nesses países teria um impacto significativo no mercado global. Alguns analistas estimam que, no ano-safra 2012/13, a oferta global de cacau será cerca de 130 mil toneladas menor que a demanda.

Segundo o Rabobank, banco com grande atuação na área de crédito agrícola, as condições climáticas devem permanecer desfavoráveis para a produção de cacau na África Ocidental. "Mantemos uma previsão de alta dos preços do cacau, em razão dos riscos na oferta", afirma o banco. Meteorologistas explicam que a estiagem é um efeito do fenômeno climático El Niño. Por outro lado, há incertezas sobre a demanda pela amêndoa. A Europa consome cerca de 40% do cacau produzido no mundo e, num cenário de crise econômica internacional, a demanda por chocolates pode diminuir.

Também em Nova York, os preços do algodão subiram 0,98% ontem, pois o governo indiano informou que pode restringir as exportações após uma queda da produção local. A Índia é o segundo maior fornecedor da fibra, depois dos Estados Unidos.

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