Cacciola deve ser extraditado na próxima semana, diz Tarso

Ministro da Justiça afirma que extradição do ex-banqueiro representa vitória da Justiça contra a impunidade

Reuters,

04 de julho de 2008 | 16h30

A extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola representa uma vitória da Justiça brasileira contra a impunidade e um exemplo para a sociedade, disse o ministro da Justiça, Tarso Genro. Segundo ele, o País terá condições de trazer o banqueiro de volta ao território nacional em 48 horas depois de receber a permissão. "O senhor Cacciola será entregue ao juiz de execução do Rio de Janeiro, que resolverá onde ele ficará preso", disse o ministro.  Veja também:Mônaco dá palavra final, e Cacciola será extraditadoCacciola decide no fim de semana se recorre de extradiçãoEntenda o caso do ex-banqueiro Salvatore CacciolaExtradição de Cacciola é 'derrota da impunidade', diz secretário O ministro destacou que a extradição "é um fato positivo porque se trata de um réu condenado a 13 anos e meio de prisão e que estava fora do alcance da Justiça brasileira".  Tarso recebeu a notícia da decisão do príncipe Albert de Mônaco, autorizando a extradição, pela manhã. Agora, o governo brasileiro espera um comunicado do governo monegasco permitindo o transporte de Cacciola, o que deve acontecer na próxima semana.  Para o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr, o regresso de Cacciola ao Brasil pode demorar até duas semanas. Isso porque o banqueiro terá que sair de Mônaco e passar por um terceiro país antes de embarcar para o Brasil.  As opções seriam trazê-lo via Itália ou França, países vizinhos ao principado, mas o governo brasileiro evitará entrar com o preso na Itália porque a nacionalidade italiana de Cacciola poderia suscitar manobras jurídicas.  A escolta será feita por agentes da Interpol e um funcionário do ministério da Justiça irá a Mônaco para oficializar o recebimento do preso. Ainda não está decidido se Cacciola será transportado em avião de carreira ou em avião da Força Aérea Brasileira. Tuma Jr ressaltou que a preferência é pela primeira opção.  "O príncipe destronou o rei da impunidade", ironizou o secretário nacional de Justiça, dizendo que o Brasil tentará localizar e repatriar os bens de Cacciola no exterior.

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