Cacciola recorre à ONU para tentar evitar extradição

Preso em Mônaco, ex-banqueiro deve ser enviado ao Brasil para cumprir pena de 13 anos por crimes financeiros

Efe,

08 de julho de 2008 | 13h25

O ex-banqueiro Salvatore Cacciola, condenado pela Justiça brasileira por fraude financeira e desvio de dinheiro público, recorreu ao Comitê das Nações Unidas contra a Tortura para impedir sua extradição de Mônaco, já autorizada pelo príncipe Albert II.   Veja também: Mônaco dá palavra final, e Cacciola será extraditado Cacciola deve ser extraditado na próxima semana, diz Tarso Entenda o caso do ex-banqueiro Salvatore Cacciola   O advogado de Cacciola, Frank Michel, explicou à Efe que a defesa decidiu, a princípio, não apresentar um requerimento à Suprema Corte de Mônaco para um pronunciamento do Comitê da ONU contra a Tortura, que deveria dar uma resposta em 48 horas.   Caso a instância da ONU rejeite os argumentos do ex-banqueiro, Michel disse que apresentaria uma possível apelação perante a Suprema Corte do principado, última instância de recurso interno.   No dia 4, o príncipe Albert II autorizou a entrega de Cacciola ao Brasil, onde o ex-banqueiro foi processado e condenado a 13 anos de prisão por fraude financeira e desvio de dinheiro público.   Acusado de ter causado, em 1999, perdas equivalentes a US$ 1,2 bilhão, Cacciola estava foragido desde 2000, quando deixou o Brasil e se refugiou em Milão (Itália). Acabou sendo detido em 15 de setembro de 2007 em um hotel em Mônaco e está preso desde então.   As autoridades brasileiras reivindicam a extradição do ex-banqueiro desde outubro de 2007. Cacciola era dono dos bancos Marka e Fonte Cindam, que em 1999 receberam empréstimos irregulares de R$ 1,6 bilhão do Banco Central.

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