'Cada um puxa para seu lado. É do jogo'

'Cada um puxa para seu lado. É do jogo'

Oficialmente marcado para 20 de abril, nos bastidores o leilão de Belo Monte já começou. Os dois consórcios interessados querem a concessão, mas dizem que as regras não compensam. Pelo edital, ficará com a usina o grupo que se dispuser a cobrar a menor tarifa pela energia da usina. O governo já determinou o preço máximo de Belo Monte em R$ 83 por megawatt-hora.

, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2010 | 00h00

As empresas dizem que o governo quer apertar o preço por motivos políticos, para explorar no palanque um eventual achatamento no preço de Belo Monte. Para participar do leilão, pedem compensações como maior liberdade na venda de energia do mercado livre, restrições menores ao financiamento que será concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e até isenção de impostos em alguns produtos usados na obra.

"Cada um puxa para seu lado, faz parte do jogo", diz Jorge Trinkenreich, diretor da PSR, consultoria especializada na área de energia.

Procurado várias vezes, o Ministério de Minas e Energia não deu retorno. Mas já usou contra as empresas o fato de que, nos leilões das hidrelétricas do Rio Madeira, elas reclamaram do preço-teto, que estava na casa dos R$ 100 o megawatt/hora (MWh) e, na disputa, acabaram aceitando R$ 78,8 em Santo Antônio, e R$ 71,4, em Jirau.

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