Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Cadastro positivo pode reduzir custos de empréstimo

O Senado aprovou o projeto de lei que cria o cadastro positivo na semana passada. Isso vai resultar em juros mais baixos para o consumidor?

, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2010 | 00h00

O cadastro positivo de credores é algo muito bom e deverá resultar em juros mais baixos para aqueles que integrarem essa listagem de bons pagadores. Há muito tempo se discute a possibilidade de implantação desse cadastro, mas sempre tivemos o assunto adiado. Agora é Lei. No entanto, a sua aplicação deverá ocorrer somente daqui um ano. Uma discussão que tem ocorrido é que se existe um cadastro "negativo" de credores porque montar um de bons credores? Dizem que a existência do primeiro elimina a necessidade do segundo. Mas não é bem assim. Devemos lembrar que há muitas pessoas que não compram com crédito e há outras que tiveram problemas, mas já não praticam a inadimplência. Enfim, a ideia é ter um cadastro das pessoas que compram a crédito, tem bom histórico, portanto não devem ser penalizadas pela incorporação do nível de inadimplência na taxa de juros cobrada.

Tenho 22 anos e quero fazer um investimento a longo prazo para adquirir um imóvel. Terei cerca de R$ 1,2 mil disponíveis por mês para investir. Qual é a melhor opção de investimento?

Você tem o tempo a seu favor. Associado a isso está a boa capacidade de poupança. Por outro lado, como o seu objetivo é firme e datado, mesmo sendo de longo prazo, não é recomendado ativos de muito risco. A minha dica é que inicie no Tesouro Direto e posteriormente reavalie a sua carteira para ver a possibilidade de diversificação, aí sim poderá ser analisado um fundo que tenha uma parte em renda variável.

Li em sua coluna que, além de CDB e fundo de ações, uma opção interessante para valores altos são os Títulos do Tesouro, caderneta de poupança, fundos de renda fixa e outros fundos. Não consigo enxergar com clareza a vantagem desses investimentos sobre o CDB pelas seguintes razões: os fundos de renda fixa têm taxas de administração muito altas, mesmo para valores elevados. A caderneta de poupança, em que pese a isenção de imposto de renda, está rendendo na faixa de 8% ao ano e encontramos CDBs com 10,80% ou 11% de rendimento ao ano. Os Títulos do Tesouro podem até estar projetando algo superior ao CDI, mas eles devem ser levados até o prazo final da aplicação ou aproveitar algumas situações especiais de mercado, tanto para a compra como para revenda antes de seu prazo final de resgate. Assim sendo, a única vantagem dessas aplicações são, sem sombra de dúvida, a oportunidade de diversificação, mas não para melhores rentabilidades.

Muito importante este tipo de manifestação, porque permite esclarecer algumas premissas e abordagens das respostas. Inicialmente, a resposta anterior foi no sentido de permitir que o leitor percebesse que há alternativas de investimentos além do CDB e chamar atenção em relação ao risco do ativo financeiro. Por outro lado, as alternativas de taxas aqui levantadas permitem algumas observações. Não são todos os investidores que conseguem uma melhor negociação nas taxas de CDBs para valores menores. Ou mesmo os clientes sem muita proximidade com o banco normalmente obtêm taxas relativamente mais baixas. Realizando os cálculos com as taxas trazidas pelo leitor, vimos que, caso seja praticada a taxa de 11% ao ano, a rentabilidade líquida equivalente é de 8,95% ao ano, um bom resultado. Caso o cliente obtenha 9,15%, a rentabilidade líquida será de 7,44% ao ano. Devemos lembrar que o CDB, embora seja um título negociável, caso resolvamos sair do investimento antes do prazo, haverá perda importante de rentabilidade. Por outro lado, o argumento comparativo com os Títulos do Tesouro carece de melhor esclarecimento. O investidor que aplica num prazo de 720 dias, via de regra, o faz com a perspectiva de resgate no vencimento. Nesse caso, a rentabilidade dos Títulos do Tesouro são mais interessantes. Caso o resgate seja antecipado, os Títulos do Tesouro têm maior liquidez e haverá perdas de rentabilidade somente em caso de aumento de juros. Caso haja queda das taxas, o resgate antecipado permite ao investidor realizar ganhos maiores do que a rentabilidade esperada no vencimento.

Apontei aqui algumas das oportunidades de análise, mas o investidor sempre deve fazer um estudo comparativa pontual entre os diversos tipos de aplicações, levando em conta o valor a ser aplicado, o prazo de investimento, a taxa oferecida e o risco da operação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.