Cade acompanha possível compra da Garoto pela Nestlé

Apesar de ainda ser mantida em sigilo, a possível venda da Garoto foi tema de reunião, nesta quinta-feira, entre o prefeito de Vila Velha (ES), Max Mauro Filho (PTB) e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação e Afins do Espírito Santo (Sindialimentação) com o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), João Grandino Rodas.Os representantes do município que abriga a fábrica da Garoto temem a desativação das instalações, com perda de 2,4 mil empregos, caso a empresa seja vendida para a multinacional suíça Nestlé, como o sindicato divulgou esta semana.Rodas esclareceu que até o momento não chegou ao órgão nenhum comunicado sobre a venda da empresa. "Achei oportuno o interesse da sociedade", disse Rodas. Os representantes de Vila Velha pediram ao Cade que as negociações sejam acompanhadas de perto.E que, no caso da Nestlé, a ação seja incisiva, já que a multinacional possui hoje mais de 30% do mercado de chocolates e, com a compra da Garoto, superaria os 50%. Tanto a Nestlé quanto a Garoto negam que a venda tenha sido fechada, mas desconversam quanto à existência de negociação.A venda da Garoto é conduzida desde o segundo semestre pelo banco Merryl Lynch. Além da Nestlé, figuram entre as interessadas a italiana Ferrero Rocher e a britânica Cadbury Schwepps. O mercado avalia que a aquisição da fabricante de chocolates custará cerca de R$ 300 milhões.O diretor comercial da Garoto, Ubiracy Fonseca, disse nesta quinta-feira à Agência Estado que, apesar da apreensão dos funcionários quanto ao destino da fábrica, a empresa ganhou mercado em dezembro e janeiro, subindo de 22% para 22,7%, de acordo com dados da Nielsen. "Estamos tentando tranqüilizar os funcionários para manter o ritmo", afirmou.

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