Cade adia decisão sobre garrafas da AmBev

Permanece ainda sem vencedor a guerra das cervejarias contra a garrafa personalizada retornável de 630 ml da AmBev com a marca Skol comercializada no Rio de Janeiro. O conselheiro Luiz Carlos Prado, relator do processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), limitou-se hoje a ler seu relatório de inspeção às fábricas no Rio, sem qualquer conclusão, que só dará na reunião do conselho marcada para a próxima quarta-feira.As concorrentes da AmBev ingressaram com processo nos órgãos de defesa da concorrência alegando que a garrafa da AmBev tem diferenciação do vasilhame padrão das cervejarias, de 600 ml, o que, segundo elas, impede a reutilização, acarretando aumento de custos, e confunde o mercado e o consumidor. Conseguiram uma espécie de vitória em primeira instância, obtendo na Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, a proibição do uso da garrafa, mas o Cade, atendendo recurso da AmBev, revogou a medida no último dia quatro, permitindo o uso do vasilhame temporariamente, até julgar o mérito do processo.No seu relatório, o conselheiro Luiz Carlos Prado detalha as inspeções feitas a linhas de produção da AmBev e da sua concorrente cervejaria Petrópolis, em Itaipava, e ao centro de distribuição da Petrópolis em Duque de Caxias, no Rio. Diz ele no relatório que encontrou 87 garrafas personalizadas de 630 ml da AmBev em 20.742 garrafas que passaram pela linha de produção da fábrica da Antarctica, um índice de 0,42%, e uma garrafa personalizada em 80 engradados (cada engradado tem 24 garrafas) da cerveja Petrópolis. No centro de distribuição da Petrópolis, em Duque de Caxias, encontrou mais garrafas personalizadas entre os vasilhames padrão.

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