Cade adia julgamento da venda do ABN Real ao Santander

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) adiou o julgamento da operação de venda do banco ABN Amro Real para o Santander. O conselheiro-relator, Abraham Sicsú, pediu aos bancos que apresentassem ao Cade, no prazo de 30 dias, as mesmas informações da parte financeira do negócio que foram encaminhadas ao Banco Central.Tecnicamente, os conselheiros decidiram converter o processo em diligência antes de julgar os impactos concorrenciais da fusão do ABN com o Santander no Brasil. Os conselheiros tomaram como base no pedido a recente decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que, ao julgar uma ação do Bradesco, confirmou a competência do Cade para também decidir sobre fusões bancárias.Sicsú fixou uma multa diária de R$ 5 mil como punição aos bancos se não cumprirem a determinação no prazo 30 dias. O advogado dos bancos, José Inácio Franceschini, afirmou que, em princípio, não vê nenhum problema em encaminhar estes dados ao Cade e antecipou que não deve haver contestação por parte dos bancos. " Isso não é nada traumático porque, em princípio, qualquer autoridade tem o direito de pedir as informações que quiser", disse.

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