Cade aprova compra da Arcelor pela Mittal sem restrições

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira, dia 28, sem restrições, a aquisição da Arcelor pela Mittal Steel, operação milionária na siderurgia mundial e com reflexos no Brasil. Os conselheiros consideraram que não há problemas na competição por causa da fusão. O julgamento do Cade diz respeito apenas ao impacto da operação para o mercado brasileiro. O veredicto sobre a operação não teria o poder de impedir o negócio. Mas poderia impor algumas restrições, já que há reflexos sobre o Brasil.Apenas dois conselheiros queriam que o Cade fizesse ressalvas ao contrato assinado pelas duas siderúrgicas no artigo em que estabeleceram um pacto de não concorrência no futuro, caso os controladores da Arcelor decidissem voltar ao mercado. No entanto, a maioria dos conselheiros entendeu que não era necessária a mudança e a operação acabou sendo aprovada sem restrições.O negócio, realizado em junho do ano passado, foi registrado previamente nos órgãos de defesa da concorrência brasileiros em fevereiro de 2006 quando a Mittal anunciou uma "oferta hostil" pelas ações da Arcelor. Somente cinco meses depois é que a negociação foi concluída e a fusão anunciada. Segundo o relatório do relator do caso, conselheiro Luis Fernando Rigato Vasconcellos, a operação já foi também aprovada pelos órgãos de defesa da concorrência da Comunidade Européia, Estados Unidos, Canadá, Bulgária, China, Colômbia, Sérvia e Montenegro, Turquia, África do Sul e no México, Ucrânia e Romênia. As siderúrgicas Arcelor e Mittal Steel confirmaram seu acordo de fusão no dia 25 de junho do ano passado. A nova empresa, que será chamada de Arcelor Mittal, terá sede em Luxemburgo e se transformará no primeiro fabricante mundial de aço. A companhia terá um volume de produção anual estimado em 116 milhões de toneladas ao ano, o triplo de seu concorrente direto, a Nippon Steel.

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