Cade aprova compra das Lojas Mig pela Ricardo Eletro

Com fusão, empresa, que estava presente em Minas, Espírito Santo e Bahia, agora atuará em Goiás e São Paulo

Isabel Sobral, da Agência Estado,

10 Outubro 2007 | 15h36

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira, em rito sumário - quando uma operação é considerada simples e tem uma análise mais rápida pelo órgão antitruste - a aquisição das Lojas Mig pela rede varejista Ricardo Eletro. O negócio foi anunciado em julho e, com ele, a Ricardo Eletro iniciou seu projeto de expansão no País. Antes da aquisição, a rede tinha forte presença em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Sergipe. Com a fusão, a rede aumentou presença em Goiás, Distrito Federal e São Paulo.Já foram inauguradas lojas no interior paulista (em Pontal, Orlândia, São Joaquim da Barra, Jardinópolis, Franca, Ituverava, Sertãozinho e Monte Alto) e todos os novos pontos-de-venda da Ricardo Eletro são os mesmos das antigas Lojas Mig. As lojas foram reformadas e estruturadas com a bandeira da Ricardo Eletro. Os postos de trabalho, estimados em 2 mil, foram mantidos.                                                                   Devassa     Outra operação aprovada nesta quarta em rito sumário pelo Cade foi a aquisição pelo grupo Schincariol de 70% das ações da cervejaria artesanal Devassa. Os valores da transação não foram revelados, à época da operação, mas os analistas do setor estimam que ela tenha sido fechada por cerca de R$ 30 milhões.Por essa quantia a Schincariol arrematou a marca, uma fábrica com capacidade de produção mensal declarada de 360 mil litros e uma rede de distribuição com cerca de 700 pontos-de-venda em São Paulo, Brasília, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio. Em janeiro deste ano, o grupo Schincariol também adquiriu a Baden Baden, uma conceituada marca premium de Campos do Jordão (SP).                                                                        Odebrecht       O Cade ainda aguardava, às 15h20, informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o processo de licitação das usinas do complexo hidrelétrico do Rio Madeira para decidir sobre um recurso apresentado pela construtora Odebrecht. A empresa quer derrubar uma medida preventiva adotada pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, que quebra as exclusividades firmadas entre a construtora e fornecedores de equipamentos necessários à construção das duas usinas.       Segundo a assessoria do Cade, a Aneel - que foi questionada sobre a licitação pelo conselheiro-relator do recurso, Luiz Schuartz - pediu esta semana mais dez dias para enviar as informações ao Cade. Com isso, a perspectiva é que uma decisão do relator só seja levada para referendo do plenário na próxima sessão de julgamentos do Cade marcada para o próximo dia 24.     Com a medida preventiva, a SDE quer que a General Eletric seja liberada da exclusividade com a Odebrecht ainda antes da realização do primeiro leilão - previsto para novembro - que permitirá a construção da usina de Santo Antônio. Os demais fornecedores de equipamentos seriam liberados da exclusividade após o leilão, caso a construtora não vença a disputa. Essa medida foi adotada em meados de setembro.

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