Cade aprova siderúrgica da Vale e coreana no Ceará

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou hoje, sem restrições, o acordo firmado entre a mineradora Vale e a siderúrgica coreana Dongkuk Steel Mill, assinado em novembro do ano passado, que prevê a construção de uma usina siderúrgica no distrito industrial de Pecém, no Ceará. A Companhia Siderúrgica Pecém vai substituir o projeto da Ceará Steel, que não foi adiante por divergências no preço do gás da Petrobras no processo siderúrgico.À época do anúncio do negócio, o presidente da Vale, Roger Agnelli, declarou que o projeto previa investimentos de US$ 2 bilhões e uma produção inicial de 2,5 milhões de toneladas anuais de placas de aço, podendo ser expandida para até 5 milhões de toneladas ao ano. O projeto da Companhia Siderúrgica de Pecém se somou a uma série de outros investimentos feitos pela Vale em parceria com outras empresas siderúrgicas e trará um crescimento de 70% na produção siderúrgica brasileira, segundo Agnelli. AdidasO Cade aprovou também, sem restrições, a associação (joint venture) entre a alemã Adidas e a brasileira Vulcabras na distribuição de calçados e roupas da marca Reebok, pertencente a Adidas. A fabricante brasileira é dona, entre outras, das marcas Azaléia, Olympikus e Dijean. A joint venture, que deverá terminar no fim de 2015, foi anunciada em março para ser implementada a partir de 1º de abril último.As Secretarias de Acompanhamento Econômico (Seae) e de Direito Econômico (SDE) deram parecer favorável à operação argumentando que o contrato prevê a separação total entre os negócios dos dois grupos e as outras operações da Adidas e da Vulcabras, incluindo a Olympikus e a Azaléia, o que demonstra, conforme as duas secretarias, que não haverá impactos negativos na concorrência.VarigO Cade confirmou o adiamento do julgamento da operação de compra da empresa aérea Varig pela Gol, por falta de quórum. Não foi marcada nova data para o julgamento, que depende do retorno ao trabalho do conselheiro Fernando Furlan, de licença médica por sete dias, ou da posse do sétimo conselheiro, o economista Enéas Souza.O problema do quórum nesse processo - que só pode ser julgado por no mínimo cinco conselheiros - ocorre porque a presidente do conselho, Elizabeth Farina, se declarou impedida de julgar a operação, pois seu marido, o advogado da área de fusões Laércio Farina, tem a empresa aérea TAM entre seus clientes.

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