Cade aprova união de BB, Caixa e Bradesco no cartão Elo

O Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou ontem por unanimidade a parceria entre Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal para a operação da bandeira de cartões Elo. No entendimento do órgão antitruste, a bandeira não tem potencial de prejudicar a concorrência no mercado brasileiro. Ela pode ter até mesmo um efeito positivo, considerando o domínio do mercado por poucas marcas.

EDUARDO RODRIGUES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2011 | 03h07

Já funcionando nas modalidades de crédito e débito desde abril, a Elo também deve começar a atuar na emissão de vales benefícios - de refeição e alimentação - em 2012. Segundo o conselheiro relator do processo no Cade, Alessandro Octaviani, a entrada da bandeira brasileira no mercado de débito e crédito seria pró-competição, uma vez que Visa e Mastercard detinham mais de 90% das operações nessas modalidades até então.

Além disso, a atuação de BB, Bradesco e Caixa na emissão dos cartões da nova bandeira não teria potencial de limitar a concorrência na atividade, graças à existência de outros emissores como os bancos Santander e Itaú Unibanco.

Os cartões da Elo são aceitos atualmente em cerca 1,2 milhão de estabelecimentos comerciais, todos credenciados pela Cielo. De acordo com o primeiro balanço divulgado pela bandeira, 250 mil cartões foram emitidos apenas nos primeiros três meses de atuação.

Bebidas. O Cade também aprovou por unanimidade a compra da cervejaria Schincariol pelo grupo japonês Kirin, uma dos maiores fabricantes mundiais do setor. Para o órgão antitruste, a operação não traz danos à concorrência, uma vez que o mercado brasileiro de bebidas é amplamente dominado pela Ambev.

Em agosto deste ano, a Kirin adquiriu dos sócios majoritários Adriano e Alexandre Schincariol 50,45% do capital da empresa, por R$ 3,95 bilhões. No mês passado, a Kirin, acertou a compra da participação restante de 49,55% que estava nas mãos dos acionistas minoritários José Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol. O acordo foi de R$ 2,35 bilhões.

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