Cade aprova venda de lojas da Brasif para Dufry

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira, 31, com restrição, a venda da cadeia brasileira de lojas aeroportuárias pertencentes à Brasif para a multinacional Dufry. Por unanimidade, os conselheiros mandaram que seja reduzido de dez para cinco anos o prazo acordado em que a Brasif ficará impedida de disputar novas concessões de lojas nos aeroportos do País. A Dufry argumentou ao Cade que essa cláusula de não concorrência era fundamental para garantir o retorno do investimento feito na operação.O conselho, no entanto, considerou dez anos um prazo muito longo e injustificado para não haver competição nesse segmento. O relator do processo, conselheiro Paulo Furquim, destacou que nesse período vencerão "importantes" concessões de lojas "duty-free" (isentos de impostos) existentes nos aeroportos internacionais de Guarulhos (SP) e do Galeão (RJ) e que serão renovadas pela Infraero por meio de licitação pública."São aeroportos que representam os maiores mercados de lojas duty-free e por onde passam diariamente milhares de passageiros domésticos e internacionais", comentou Furquim. O conselheiro Luiz Prado afirmou que não existem "motivos razoáveis" para não haver competição na disputa por essas lojas. "Aliás, quanto mais competição, melhor", destacou.A venda das lojas da Brasif para a Dufry foi anunciada em março do ano passado. Com isso, a Dufry, que já era considerada uma das principais operadoras mundiais de lojas em aeroportos, ampliou ainda mais sua presença no mercado mundial. A Brasif, por outro lado, foi fundada em 1978 como primeira operadora de lojas em aeroportos do Brasil e, quando vendida, explorava mais de 50 estabelecimentos, entre eles 29 duty-free nos principais aeroportos do País e 11 lojas aeroportuárias com impostos.

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