Cade condena cimenteiras envolvidas em cartel a pagar R$3,1 bi em multas e vender ativos

As maiores produtoras de cimento do Brasil foram condenadas nesta quarta-feira a vender ativos e a pagar multas bilionárias em julgamento do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que considerou que o grupo agiu contra a livre concorrência no país por pelo menos duas décadas.

LEONARDO GOY, Reuters

28 de maio de 2014 | 20h36

O Cade, órgão de proteção à competição no país, entendeu que Votorantim Cimentos, Holcim, Cimpor e InterCement (do grupo Camargo Corrêa), Itabira Agro Industrial (do grupo João Santos) e Companhia de Cimentos Itambé combinaram preços, dividiram mercados e clientes e criaram impeditivos para a entrada de novos concorrentes no mercado de cimento.

As empresas ainda agiram conjuntamente com entidades setoriais --Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (ABESC), Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic)-- para mudar normas técnicas do mercado de cimentos de modo a excluir competidores.

A decisão do Cade envolve pagamento de multa recorde de 3,1 bilhões de reais dividida entre as seis cimenteiras envolvidas.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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