Cade pode coibir abusos em preços de combustíveis, diz Lobão

Ministro lembra que preços no mercado são livres, mas que ANP pode acionar Cade contra eventuais abusos

Leonardo Goy, da Agência Estado,

05 de maio de 2008 | 18h16

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta segunda-feira, 5, que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) poderá ser acionado para coibir eventuais abusos no preço da gasolina e do diesel cobrado dos consumidores. "Os preços praticados nos postos são livres, mas a Agência Nacional do Petróleo (ANP) pode solicitar a presença do Cade onde houver abuso", disse Lobão, em entrevista coletiva. Veja também:Desoneração da Cide terá impacto de R$ 2 bi, diz BernardoÁlcool ou gasolina? Calcule a opção mais econômica  Na semana passada, a Petrobras anunciou um reajuste de 10% no preço da gasolina nas refinarias. No caso do diesel, o aumento aplicado foi de 15%. Para amortecer o impacto junto aos consumidores, porém, o governo reduziu a alíquota da Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide). Na sexta-feira passada, Lobão chegou a dizer que governo poderia aplicar punições nos postos que cometessem abusos. Especialistas, porém, rebateram no mesmo dia, lembrando que os preços no varejo são livres e o governo não tinha como controlá-los. Ao retomar o tema nesta segunda, Lobão adotou um discurso mais cauteloso e afirmou que os próprios consumidores precisam estar atentos e podem acionar o Cade ou o Procon quando notarem algum abuso.

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