Cadeirinhas para crianças são reprovadas em testes de impacto

Cadeirinhas para crianças são reprovadas em testes de impacto

Elas são obrigatórias desde 2010, mas nenhum dos 13 modelos testados pela associação Proteste foi considerado totalmente seguro

Ian Chicharo Gastim, O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2014 | 21h36


 SÃO PAULO - Andar de carro com um bebê em uma cadeirinha automotiva não é tão seguro quanto parece – ou deveria. Ainda que a utilização delas seja expressamente recomendada, no quarto teste realizado pela Proteste Associação de Consumidores sobre a segurança das cadeirinhas, a conclusão foi de que esses dispositivos de retenção das crianças nos veículos ainda precisam melhorar.

 

A classificação máxima no teste de segurança foi de cinco estrelas, mas nenhuma cadeirinha obteve além de três na avaliação feita pelo Programa de Avaliação de Carros Novos Global NCAP, e ICRT (International Research & Testing, na sigla em inglês), entidade parceira da Proteste, com a colaboração da Fundação Gonzalo Rodríguez (Uruguai).


Foram submetidos a testes de impactos 13 modelos de cadeirinhas automotivas para avaliação da segurança dos equipamentos disponíveis no mercado latino americano. Os produtos testados são para crianças de 0 a 36 quilos. 

De acordo com a Proteste, no teste de colisão frontal, o modelo Galzerano Orion Master quebrou na parte traseira, próximo ao cinto de segurança da cadeirinha; no Baby Style Cadeira 7000 e Chicco Xpace também houve grande deslocamento do boneco usado nos testes.


A presilha lateral da Baby Style 333 ainda se rompeu no teste de colisão frontal. Com a ruptura, a cadeirinha se desestabilizou completamente, jogando o boneco para todos os lados, desestabilizando todo o dispositivo. Houve grande deslocamento da cadeirinha Chicco Eletta e, por consequência, do boneco. O mesmo ocorreu com o modelo Nania Cosmo SP Ferrari, do Grupo 0/1.

 Os resultados foram ainda piores no teste de colisões laterais, que não é exigido pelo Inmetro na análise para certificar as cadeirinhas vendidas no Brasil. Na Burigotto Touring SE 3030 e Lenox Casulo ocorreu um forte contato da cabeça com a lateral da porta. Os demais modelos foram considerados ruins, com um contato menos forte.

O único modelo com segurança lateral adequada foi Bebe Confort Axiss, oferecendo boa proteção da cabeça, não permitindo o contato com a porta lateral do veículo.  


Recomendações. Para aumentar a segurança da criança em caso de colisão lateral, recomenda-se que a cadeirinha seja instalada na parte central do banco traseiro, caso o carro tenha cinto de três pontos nessa posição. O cinto abdominal não prende a cadeirinha com firmeza.


Além disso, a atenção deve ser redobrada para instalar a cadeirinha automotiva – caso mal instalada, pode colocar em risco a criança. Nesse item, o pior resultado ficou com a Baby Style 33. O teste considerou difícil passar o cinto de segurança pelos caminhos e  ajustá-lo depois. Também houve problemas para entender como preparar a cadeirinha em caso de conversão de Grupo 0+ (até 1 ano com  até 13 quilos) para o Grupo 1 (1 a 4 anos e 9 a 18 quilos). 


As cadeirinhas mais fáceis de instalar foram Burigotto Touring SE 303, Lenox Casulo, Baby Style Cadeira 7000, Bebe Confort Axess, Chicco Xspace e Chicco Eletta e Nania Cosmo SP Ferrari. Já na hora de colocar a criança na cadeirinha, os resultados não foram tão ruins.


Modelos avaliados. Para crianças até 13 Kg, foram avaliados os modelos: Burigotto Touring SE 3030; Lenox Casulo; Galzerano Coccon Infanti ; Baby Style Cadeira; Bebe Confort Axiss; Chicco Xpace; Galzerano orion Master ; Baby Satyle 333; Chicco Eletta ;  Nania Cosmo SP Ferrari.


Os outros modelos três modelos testados não são vendidos no Brasil, mas estão disponíveis em outros países latino-americanos e também tiveram avaliações ruins. São eles: Infanti Saville V3 (Grupo 0+/1), Premium Baby Grand Prix (Grupo I/II) e Infanti Saville Max-V8 A (Grupo 0+/I/II/III).

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