Caderneta: CBD e FIFs são melhor alternativa

A caderneta de poupança perdeu mais de R$ 1 bilhão em maio. No ano, a captação líquida da poupança está negativa em R$ 4,4 bilhões. Segundo técnicos do Banco Central e analistas de mercado, a caderneta de poupança vem perdendo rentabilidade frente aos demais ativos financeiros, o que justifica a migração dos recursos para aplicações mais rentáveis.Um exemplo é o Certificado de Depósito Bancário (CDB). Enquanto a poupança ficou no prejuízo em maio, o CDB prefixado ganhou R$ 1,88 bilhão. Os Fundos de Investimento Financeiros também são fortes concorrentes. A captação líquida dos FIFs, de acordo com dados do BC, foi positiva em R$ 5,54 bilhões no período.Em 1994, quando entrou em vigor o Plano Real, do total de ativos financeiros em poder do público, 27,5% destinavam-se à caderneta de poupança. Era a segunda colocada do ranking nacional de investimentos. O primeiro lugar, na época, era ocupado por títulos privados. Hoje, a caderneta caiu para o terceiro lugar da lista, com 19,5% de participação, atrás dos títulos públicos estaduais e dos fundos de curto prazo. Bancos investem em estratégias e produtos para atrair o investidor. No Banco do Brasil, por exemplo, quem aplica em caderneta de poupança tem desconto nos planos de tarifa e consegue até taxas de juro menores no cheque especial, explica o analista do BB, Rudney Martins Barbosa. Outro benefício concedido pelos bancos é o reembolso da CPMF, caso o dinheiro fique aplicado em caderneta de poupança por dois ou três meses.Embora ainda acredite na força da poupança, principalmente por causa da tradição, Barbosa entende que esse tipo de investimento só vai recuperar-se quando os juros básicos da economia brasileira caírem muito. Isso reduziria a rentabilidade dos fundos e aumentaria a competitividade da poupança. O analista da área de caderneta de poupança do Banco ABN Real, Fernando Sá, diz que, apesar das perdas, esta modalidade de investimento está longe do fim, pois a caderneta ainda oferece tradição, baixo risco e rentabilidade atrativa para aplicações de 30 dias. Além isso, explicou Sá, a poupança ganha competitividade porque paga menos impostos. No longo prazo, porém, ele reconhece que os fundos remuneram melhor o investidor.

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