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Caderneta de poupança ilustre

Em 1907, Machado de Assis tinha 300 réis na conta

O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2013 | 02h09

Em "Quincas Borba", ações do Banco do Brasil estão na composição da herança que o protagonista Rubião recebe do filósofo que dá nome à obra juntamente com casas, "dinheiro amoedado" e joias.

Fora da ficção, o próprio Machado de Assis tinha a sua caderneta de poupança no BB numa época em que todo tipo de transação era registrada manualmente e precisava da autenticação com carimbo do "Tesouro Federal", realidade bastante distante das máquinas que interagem com clientes.

Na caderneta de Machado, consta um depósito de 300 réis no dia 18 de setembro de 1907, praticamente um ano antes de o escritor morrer. Há quem defenda, como Gustavo Franco, que é "plausível" que Machado tivesse ações do BB em meados dos anos 1880.

Há uma crônica em que ele descreve em versos uma assembleia de acionistas do BB, na qual se deliberou sobre uma nova diretoria, dividendos e estatutos, "com a precisão e detalhe de quem não poderia deixar de estar presente", diz Franco, que organizou um livro com 39 crônicas de Machado que tratam de economia.

No testamento do escritor, porém, só consta a quantia de três contos e setenta e nove mil seiscentos e sessenta e três réis depositada na Caixa. / MRA

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