Jose Cruz/Agência Brasil
Jose Cruz/Agência Brasil

CAE aprova requerimento para ouvir presidente da Caixa sobre empréstimos ao Nordeste

Proposta é que Pedro Guimarães também explique a redução no porcentual de novos empréstimos à região neste ano

Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2019 | 01h15

BRASÍLIA - A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira, 6, requerimento para ouvir o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, sobre as diretrizes para a concessão de empréstimos para Estados e municípios da região Nordeste.

A proposta é que Guimarães também explique a redução no porcentual de novos empréstimos à região neste ano, revelada pelo Estadão/Broadcast na semana passada. O pedido foi feito pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania) e Eliziane Gama (PPS).

Levantamento feito com base em números do próprio banco e do sistema do Tesouro Nacional apontou que, em 2019, até julho, o banco autorizou novos empréstimos no valor de R$ 4 bilhões para governadores e prefeitos de todo o País. Para o Nordeste, foram fechadas menos de dez operações, que juntas totalizam R$ 89 milhões, ou cerca de 2,2% do total - volume muito menor do que em anos anteriores. O Broadcast mostrou nesta terça que, mesmo depois da pressão do presidente da Caixa para destravar as contratações, as operações direcionadas para o Nordeste seguem abaixo dos 10%.

Na comissão, Vieira destacou ser necessário um esclarecimento sobre os empréstimos, “porque o porcentual é substancialmente menor do que no período correspondente em governos passados”, citando a reportagem do Broadcast. “Para que os números não fiquem no vazio, é importante abrir esse espaço para que a transparência chegue e a gente possa informar o cidadão, esse é nosso objetivo”, disse o parlamentar.

Integrante da CAE, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, disse que votou a favor do requerimento para que Guimarães possa esclarecer que não há “nenhum preconceito” com relação aos Estados e municípios nordestinos. "Claramente isso aí é uma composição em função daquilo que os municípios e Estados podem dar de garantia para tomar empréstimos. Se não tem como dar garantia de que vão poder pagar, obviamente não vão ter empréstimo”, disse Flávio.

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