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Caem as previsões sobre a inflação e os juros, mostra pesquisa

As previsões do mercado financeiro brasileiro sobre a inflação do ano e sobre qual será a taxa de juros no fim do ano caíram mais uma vez, segundo mostra a nova rodada pesquisa semanal feita pelo Central junto a cerca de 80 instituições financeiras e consultorias. No entanto, caiu também a previsão de crescimento do PIB para este ano. A previsão sobre o IPCA (a inflação medida pelo IBGE, usada nas metas de inflação do governo) caiu de 9,63% na semana passada para 9,57%. Crescimento do PIB As estimativas de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2003 caíram de 1,40% para 1,36% em pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC). A redução foi feita pela segunda vez consecutiva após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter cortado os juros em 2,5 pontos porcentuais, de 24,5% para 22% ao ano. O porcentual projetado para o PIB deste ano é menor que o 1,5% estimado pelo BC em seu último Relatório de Inflação, mas é superior ao 0,5% previsto por algumas instituições financeiras depois da divulgação da queda de 1,6% do PIB no segundo trimestre do ano, ocorrida na semana passada. As previsões de expansão do PIB para 2004, no entanto, permaneceram nos mesmos 3% da pesquisa divulgada na semana passada. Taxa Selic As instituições financeiras ouvidas em pesquisa semanal feita pelo Banco Central reduziram as estimativas de juros para o fim de setembro de 21,67% para 20,50% ao ano. A nova projeção embute uma expectativa de queda da taxa Selic no mês que se inicia hoje de 1,5 ponto porcentual em relação aos 22% de agosto. As previsões para o fim do ano seguiram a mesma tendência de queda, recuando dos 19% da pesquisa anterior para 18,08% ao ano. A mesma expectativa de flexibilização da política monetária foi mantida nas previsões de juros para o final de 2004, que recuaram de 15,50% para 15% ao ano. As estimativas de taxa média de câmbio para 2003 caíram, ao mesmo tempo, de R$ 3,14 para R$ 3,13. Os bancos ouvidos pelo BC também reduziram as previsões de câmbio médio para o próximo ano de R$ 3,32 para R$ 3,30. A tendência de queda repetiu-se nas expectativas de mercado em relação ao câmbio no final de setembro, que foram diminuídas de R$ 3,01 para R$ 3,00. As projeções para os fins de 2003 e 2004, no entanto, ficaram estáveis em R$ 3,15 e R$ 3,40, respectivamente. Investimentos estrangeiros diretos As estimativas de mercado para os investimentos diretos estrangeiros em 2004 subiram de US$ 11,50 bilhões para US$ 11,75 bilhões. As previsões para o corrente ano, no entanto, permaneceram inalteradas nos mesmos US$ 8,30 bilhões da pesquisa anterior. O valor projetado é inferior aos US$ 10 bilhões estimados pelo BC. Relação dívida-PIBAs projeções de mercado para a dívida líquida do setor público em 2004 aumentaram de 53,60% para 53,65% do Produto Interno Bruto (PIB). O porcentual projetado ficou, com isso, mais distante da meta do governo de trazer a relação dívida/PIB para um nível inferior aos 50%, para poder adotar uma política fiscal anticíclica. As previsões de dívida líquida para o corrente ano, no entanto, continuaram estáveis em 55% do PIB, embutindo uma expectativa de redução desta relação em 2 pontos porcentuais em relação aos 57% do PIB de julho divulgado na semana passada pelo BC. Défict em conta correnteAs estimativas de mercado para o déficit em conta corrente de 2004 recuaram de US$ 5,10 bilhões para US$ 5 bilhões. As previsões para o corrente ano, no entanto, ficaram estáveis em US$ 2 bilhões, contra uma estimativa do BC de US$ 4,20 bilhões. As expectativas em relação ao superávit da balança comercial de 2003, entretanto, subiram de US$ 18 bilhões para US$ 18,40 bilhões. As projeções de superávit da balança comercial para o próximo ano, por sua vez, aumentaram de US$ 15,11 bilhões para US$ 15,35 bilhões.

Agencia Estado,

01 de setembro de 2003 | 08h58

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