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Caem as remessas de imigrantes latino-americanos a seus países

A vida está difícil para os latino-americanos em geral. Dados recentes divulgados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mostraram que as remessas para a América Latina e o Caribe no quarto trimestre de 2008 registraram o primeiro declínio desde que o acompanhamento começou a ser feito pelo banco, em 2000.No ano passado, o volume total de remessas dos latino-americanos que moram fora de seus países foi de US$ 69,2 bilhões. Para este ano, o BID espera um número menor. "O desemprego está crescendo nas nações industrializadas. O ambiente contra a imigração está ficando hostil", disse o presidente do banco, Luis Alberto Moreno, durante a divulgação do estudo.Nos EUA, a organização não governamental America Worker intensificou os ataques à mão de obra estrangeira com campanhas na TV e na internet. O grupo é contra a possível anistia aos trabalhadores ilegais e chama o projeto de "desastre". No país que mais recebe brasileiros, o desemprego em fevereiro chegou a 8,1%, o pior índice em 25 anos. Na União Europeia, em janeiro, 12 mil pessoas foram colocadas na rua por dia.A mineira R.S., de 31 anos, tem vergonha de revelar o nome. Diz que os amigos ainda não sabem da sua decisão. Ela fez o que para muitos seria impensável: trocou o Japão, onde vivia há seis anos com o marido e o filho, pelos EUA, onde moram 2 dos 13 irmãos. Ela e o marido perderam o emprego no fim do ano passado. Com pouco dinheiro, planejou voltar para Sobrália, na região de Governador Valadares (MG), onde vive a família, mas acabou ficando nos EUA, onde chegou há uma semana. "Vou trabalhar de qualquer coisa. Até já vi uns bicos de faxineira. Minha família me chamou de doida, mas eu sinto que aqui vai ser melhor", conta. Segundo Fausto Mendes da Rocha, da ONG Brazilian Immigrant Center, de Allston, região de Boston, em 2007 os brasileiros desempregados na comunidade não passavam de 1%. Hoje, estima-se que sejam 4%. A maioria trabalha em limpeza, construção civil e restaurantes. Agora, afirma Rocha, não há emprego para quem chega. E quem trabalha tem dificuldades em receber o salário. Num único dia ele recebeu na ONG cinco brasileiros que levaram o calote de seus contratantes.

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