Café cai em Nova York pressionado por estoques altos

Cenário:

LETICIA PAKULSKI, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2013 | 02h04

Os preços futuros do café caíram mais de 2% ontem na Bolsa de Nova York, ainda refletindo a perspectiva de oferta global ampla. O Brasil deve colher uma safra recorde em 2013/14, e investidores aproveitaram para embolsar lucros após a alta de ontem e antes do feriado da segunda-feira nos Estados Unidos, que deixará as bolsas fechadas. O vencimento julho caiu 2,15% e encerrou a 127,25 centavos de dólar por libra-peso, menor preço desde 1º de outubro de 2009.

Só em maio os preços futuros do café acumulam queda de 6,13%. A pressão vem também da fraca demanda das torrefadoras, que se reflete no tamanho dos estoques.

O volume de café nos armazéns certificados pela bolsa nova-iorquina passa de 2,7 milhões de sacas, 79% acima do estocado na mesma data no ano passado. Além disso, cafeicultores brasileiros, que devem produzir 48,6 milhões de sacas em 2013, um recorde para o ciclo de baixa produção do País, ainda têm cerca de 20% da produção passada para vender, segundo estimativa do banco Macquarie.

Na Bolsa de Chicago, a cautela antes do fim de semana prolongado também mexeu com os preços. A soja e o milho fecharam sem direção definida, com traders embolsando lucros e cobrindo posições para diminuir a sua exposição ao risco.

O trigo recuou após os ganhos da última quinta-feira. Investidores tomaram lucros e evitaram apostas mais arriscadas antes do feriado do Memorial Day nos Estados Unidos.

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