Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Café dispara 5,7% em NY com chuvas em países produtores

Cenário: Ana Conceição

O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2011 | 03h05

Os preços do café dispararam na Bolsa de Nova York, sustentados pelas fortes chuvas e inundações que atingem áreas produtoras da América Central e da Ásia. O contrato dezembro subiu 5,70%, para 244,85 centavos de dólar por libra-peso. Chuvas torrenciais em países como Guatemala, El Salvador e Honduras têm provocado a derrubada de cerejas maduras dos cafezais e destruído a infraestrutura em várias regiões, o que pode prejudicar as exportações locais.

As chuvas também têm prejudicado a colheita na Colômbia, segundo maior produtor de arábica do mundo, depois do Brasil. Ali, há a preocupação de que doenças fúngicas possam reduzir a produção da atual safra. No Vietnã, grande produtor da variedade robusta, o problema são as inundações, que têm prejudicado o embarque do grão. Na Bolsa de Londres, onde esse tipo de café é negociado, os preços subiram 3%, para US$ 1.868 por tonelada. Os problemas em todos esses países produtores torna escassa a oferta de café, especialmente porque o Brasil está em período de entressafra. Por esse motivo, algumas empresas têm recorrido aos estoques das bolsas como alternativa. Na Bolsa de Nova York, os estoques recuaram 6,6% apenas na semana passada.

Na Bolsa de Chicago a cotação da soja oscilou entre perdas e ganhos durante todo o dia, mas ao final recuou 1,04%, para US$ 12,1225 por bushel, com realizações de lucro. Esperava-se na sexta-feira que a colheita avançasse de forma significativa nos Estados Unidos durante o fim de semana.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.