Café é exceção em semana de queda

Café é exceção em semana de queda

A maioria das commodities agrícolas registrou queda nesta semana. A recuperação do dólar em relação a outras moedas, as preocupações em relação à crise fiscal na Europa e a divulgação de dados pouco conclusivos sobre a economia americana pesaram sobre os mercados futuros.

Análise: Gerson Freitas Jr., O Estado de S.Paulo

27 de março de 2010 | 00h00

O açúcar liderou o movimento de baixa. Na bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em maio, mais negociado, acumulou perda de 9,17%, cotado a 17 centavos de dólar por libra-peso no último fechamento. Segundo analistas, a commodity pode estar perto de um piso depois de ter caído mais de 43% desde 1º de fevereiro, quando registrou a maior cotação em 29 anos.

Já os contratos de suco de laranja para entrega em maio sofreram desvalorização de 6,53% na semana, cotados a 136,20 centavos de dólar por libra-peso - menor cotação em nove semanas. O mercado de suco vem descontando o prêmio de risco embutido nos preços até o início de março, quando agentes especulavam sobre uma possível quebra de safra na Flórida.

Milho (-4,87%), trigo (-3,93%), algodão (-3,03%) e soja (-1,01%) também ficaram no vermelho. A principal exceção foi o café arábica, que teve valorização de 2,49% nos contratos para maio. Segundo analistas, a alta reflete o aperto nos estoques mundiais da commodity. A situação tende a se reverter a partir de maio, quando o Brasil colhe sua nova safra.

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