Café em NY sobe 2,8%; açúcar firme com chuvas no Brasil

Confira a seguir como fecharam os negócios com contratos futuros de açúcar bruto e café arábica na bolsa de Nova York (ICE USA) nesta sexta-feira:

Reuters

21 de setembro de 2012 | 16h51

AÇÚCAR

Os futuros do açúcar bruto ficaram firmes nesta sexta-feira, apoiado por chuvas inesperadas nas regiões produtoras do Brasil, maior produtor mundial da commodity.

O outubro do açúcar terminou o dia com ganhos de 0,17 centavo, cotado a 19,38 centavos de dólar por libra-peso.

Na semana, o contrato spot terminou a semana com queda de 2,7 por cento. O contrato mais ativo, o março, terminou com alta de 0,8 por cento, cotado a 20,07 centavos por libra-peso.

O mercado subiu pela segunda sessão seguida, com as chuvas atrasando a colheita no Brasil, disseram traders.

A primeira chuva significativa em meses causou a paralisação de 40 a 50 por cento das usinas de açúcar em São Paulo e no Paraná, disse Michael McDougall, vice-presidente sênior da corretora Newedge USA.

"No entanto, uma vez que se projeta que as chuvas serão mais abundantes que o normal para as próximas duas semanas, nós esperamos que haja mais paralisações, e aqueles que pensaram que não haveria mais chuvas neste ano terão que rever suas estimativas finais", afirmou McDougall em um relatório diário.

Em Londres, o contrato março superou o dezembro quanto ao volume de negociações e ganhou 3,9 dólares, terminando a sessão a 553,7 dólares por tonelada.

CAFÉ

Os futuros do café arábica fecharam em alta, com seu contrato dezembro recuperando parte das perdas da quinta-feira, quando despencou mais de 3 por cento.

O contrato referência do arábica teve ganhos de 2,8 por cento, e fechou a 1,7330 dólar por libra-peso, valor dentro do intervalo de preços do dia.

Na semana, o dezembro acumulou perdas de 4,3 por cento.

Em um dia de consolidação, o mercado transitou acima e abaixo da média móvel de 100 dias, de 1,7290 dólar por libra-peso, e fechou em alta, ignorando o aumento dos estoques da commodity, contabilizado em 2.086.808 sacas em 20 de setembro.

Em Londres, os futuros do contrato novembro registrou alta de 42 dólares, cotado a 2.083 dólares por tonelada.

(Reportagem de Marcy Nicholson)

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