Café: Governo confirma leilão de 13 milhões de sacas

Belo Horizonte, 09 - O ministro da Agricultura, Antônio Andrade (PMBD/MG), disse nesta segunda-feira, que para sustentar os preços o governo pretende retirar do mercado 13 milhões de sacas de café, por meio dos leilões dos contratos de opções de venda e dos financiamentos concedidos para apoiar a comercialização. A afirmação foi feita em discurso na abertura da Semana Internacional do Café, evento comemorativo ao cinquentenário da Organização Internacional do Café (OIC),"Queremos reter 13 milhões de sacas, para que os preços possam ser remuneradores", declarou o ministro.

VENILSON FERREIRA, Agencia Estado

09 de setembro de 2013 | 11h12

Andrade afirmou que o governo realizará três leilões de contratos de opções de venda para 3 milhões de sacas de café. O primeiro será realizado na próxima sexta-feira (13) e os outros dois nos dias 20 e 27. Cada leilão terá oferta de contratos para 1 milhão de sacas. O ministro lembrou, ainda, que o governo federal nesta safra disponibiliza o montante recorde de R$ 5,8 bilhões para financiar o custeio das lavouras, estocagem, compra de café e capital de giro das indústrias e cooperativas.

O secretário-executivo da OIC, Robério Silva, afirmou em discurso, durante a mesma solenidade, que o cenário atual de preços baixos é preocupante, pois deve levar à instabilidade da produção nos próximos anos. Ele observou que os preços atuais não cobrem os custos de produção e que a situação se agrava nos países onde os produtores enfrentam problemas para controle da ferrugem.

Robério Silva lembrou que o setor conseguiu superar a crise financeira de 2008, mas agora, devido à queda dos preços internacionais, corre o risco de enfrentar uma crise semelhante ao final do século passado. Ele anunciou que a OIC irá criar uma mesa-redonda sobre estatísticas do setor cafeeiro, com a participação dos principais analistas e entidades de pesquisas, a fim de dar maior transparência ao mercado. "Há divergências quando se coteja as diversas informações de analistas, o que contribui para ampliar distorções no mercado", disse ele.

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