Café ignora outros mercados e sobe 2%

Café ignora outros mercados e sobe 2%

Na contramão de outras commodities agrícolas, o café subiu ontem e alcançou a maior cotação em sete semanas na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio, mais negociados, fecharam com valorização de 2,01%, negociados a 137,00 centavos de dólar por libra-peso. Os preços foram impulsionados por compras de especuladores, influenciados tanto pela análise dos gráficos de preço quanto pelos fundamentos de oferta e demanda.

Análise: Gerson Freitas Jr., O Estadao de S.Paulo

26 de março de 2010 | 00h00

Os estoques mundiais de café tipo arábica devem cair para níveis historicamente baixos entre abril e maio, período em que as torrefadoras do Hemisfério Norte buscam se abastecer para fazer frente à demanda de inverno.

Contudo, o movimento de alta deve ter vida curta, já que o Brasil, maior produtor e exportador mundial da commodity, começa a colher seu café em dois meses. Embora haja dúvidas sobre o tamanho da safra brasileira, há certo consenso no mercado de que a produção será maior do que a do ano passado.

As demais commodities agrícolas voltaram a cair, pressionadas pela valorização do dólar em relação a outras moedas fortes. Em Nova York, os contratos de açúcar tipo demerara para maio caíram 3,51%, para 17,05 centavos de dólar por libra-peso. Em Chicago, a soja para maio fechou em baixa de 1,82%, negociada a US$ 9,4250 por bushel (medida equivalente a 27,21 quilos).

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