Café recua em Nova York com pressão da oferta ampla

Cenário: Paula Moura

O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2012 | 02h11

Os preços futuros do café fecharam em baixa ontem pelo quinto pregão seguido na Bolsa de Nova York. O contrato para entrega em março recuou 1,26% e encerrou a 148,90 centavos de dólar por libra-peso. O excedente global de produção vem pressionando as cotações da commodity num momento em que a demanda das torrefadoras está baixa. Preocupado com a queda dos preços internacionais, o governo da Colômbia, maior produtor da variedade arábica lavada, anunciou neste fim de semana que triplicou seu subsídio para os cafeicultores do país. A cada saca de 125 quilos produzida, os agricultores passarão a receber cerca de US$ 32.

Na mesma bolsa, o algodão subiu 1,67% com aumento significativo das exportações dos Estados Unidos. No mercado de cacau, participantes continuam a embolsar lucros após o alívio das tensões na Costa do Marfim. A commodity fechou em queda de 1,51%. O suco de laranja avançou 1,15% e o açúcar, 0,05%.

Na Bolsa de Chicago, os contratos de soja lideraram os ganhos com alta de 0,40%. O suporte veio compras técnicas e demanda firme por óleo de soja. Além disso, apesar da evolução do plantio, o clima seco no Sul do Brasil e o excesso de chuvas na Argentina ainda preocupam o mercado. Os preços futuros de milho e trigo subiram, respectivamente, 0,20% e 0,26%, sustentados pela retomada das vendas externas dos Estados Unidos nas últimas semanas. O trigo ganhou apoio adicional de preocupações com a estiagem nas planícies norte-americanas e em outras regiões do mundo.

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