Café sobe 3,7% com estiagem no Brasil

Os preços do café e do açúcar dispararam na Bolsa de Nova York ontem, recuperando-se de parte das perdas da semana. Ambos foram sustentados pelo bom desempenho dos mercados financeiros na sexta-feira e pela forte estiagem que afeta as regiões produtoras no Brasil. O contrato dezembro do café fechou com alta de 3,74%, para 178,85 centavos de dólar por libra-peso, mas acumulou queda de 2,89% na semana. Já o contrato outubro do açúcar subiu 3,58%, para 19,96 centavos de dólar por libra-peso. Na semana, a cotação ficou estável.

Análise: Ana Conceição, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2010 | 00h00

Investidores já começam a olhar para os efeitos do tempo seco sobre a produção da próxima safra brasileira de café. Se prolongada por mais tempo, a ausência de chuvas pode prejudicar a produtividade dos cafezais em um ano em que a safra já será menor por causa do ciclo bianual da cultura. No açúcar, a seca pode abreviar o processamento da safra nacional.

Na Bolsa de Chicago, os preços da soja atingiram os maiores níveis em uma semana, sustentados pela demanda internacional e pelo receio quanto ao potencial de produtividade das lavouras norte-americanas. O contrato novembro, subiu 1,1%, para US$ 10,26/bushel. O tempo seco e a temperatura elevada no Meio-Oeste dos Estados Unidos, justamente no período em que as plantas carecem de mais água, estimulou os participantes do mercado a elevar as cotações da oleaginosa.

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