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Café sobe em NY puxado por dólar e oferta apertada

Cenário: Ana Conceição

O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2011 | 03h08

A desvalorização do dólar ante outras moedas, como o euro, deu fôlego ontem às commodities agrícolas negociadas nessa divisa. Em Nova York, o contrato do café com vencimento em março subiu 1,53%, para 222,80 centavos de dólar por libra-peso, marcando o segundo dia de alta expressiva do ativo. De acordo com o corretor Thiago Cazarini, a oferta de grão do tipo arábica continua apertada e o fato de o Brasil estar na entressafra dá suporte aos preços na bolsa americana. "Os produtores não precisam ter pressa para vender café, então continuam a pedir os mesmos preços salgados. Se olharmos os fundamentos, as cotações podem subir ainda mais", disse ele à agência Dow Jones.

Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA previu que a produção mundial de café ficará em 133,8 milhões de sacas de 60 quilos, apenas um pouco abaixo do consumo, de 133,86 milhões. Com isso, não haverá recomposição dos estoques globais, estimados em 24 milhões de sacas na safra 2011/12, iniciada em outubro, os menores desde a temporada 2000/01.

Ainda em Nova York, a baixa atividade dos exportadores e a ajuda do dólar permitiram que os preços do açúcar subissem 1,73%, para 23,49 centavos de dólar por libra-peso no contrato março. Em Chicago, o janeiro da soja subiu 0,66%, para US$ 11,4450 por bushel, com os participantes focados no clima na América do Sul. O temor é que as altas temperaturas e a ausência de chuvas na Argentina possam reduzir a produtividade das lavouras do país, terceiro maior produtor mundial da oleaginosa.

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