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Café tem maior valor em 10 anos e estimula exportações

Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6 bebida dura para melhor alcançou US$ 167,41 dólares por saca

ROBERTO SAMORA, REUTERS

20 de fevereiro de 2008 | 13h50

O café no mercado interno brasileiroatingiu o maior valor desde abril de 1998, na esteira dosganhos registrados nos futuros de Nova York, e isso estáestimulando as exportações do país, o maior produtor eexportador mundial, segundo fontes do mercado. "A alta nos preços internacionais de café esteve atrelada àexpectativa de que neste ano a oferta mundial do grão seráapertada, com parte da demanda devendo ser atendida porestoques", informou o Centro de Estudos Avançados em EconomiaAplicada (Cepea) em um relatório. O Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6 bebida dura paramelhor alcançou 167,41 dólares por saca de 60 quilos naterça-feira (posto na cidade de São Paulo), maior nível emquase dez anos. Os preços futuros, que têm sido sustentados também porpesadas compras de fundos e especuladores nos últimos dias,caem nesta quarta-feira em um movimento de realização de lucro,num dia em que o dólar está forte frente a outras moedas,disseram traders, situação que normalmente estimula vendas nosfuturos. O Cepea ainda prevê, no entanto, um mercado firme até pelomenos até o início da colheita da safra brasileira (2008/09), em abril. Com os preços altos, os descontos sobre os futuros de NovaYork estão favoráveis aos compradores. "A novidade é que, com o mercado alto, os diferenciaisestão muito bons para compradores lá fora nos últimos tempos. Aexportação do Brasil no período de entressafra vai ser bemgrande comparada com anos passados", afirmou o trader SérgioTakehara, da Coimex, por telefone. Segundo o trader, há negócios saindo para o segundosemestre a 21 centavos de dólar abaixo dos futuros de Nova Yorkpara o café tipo 1. "É um nível muito bom de compra, são poucos anos que temosesse número, normalmente para esta ápoca é 18-17 (centavos)abaixo. Mas 21 abaixo parece que só em 1998 que chegamosnisso", disse ele. "Para quem compra, com 21 abaixo, ele tem certeza que orisco para ele vai ser pequeno, o risco vai ser abrir mais,para 24, 30 (centavos), quantos anos isso aconteceu no café?",afirmou. Já o trader da Comexim John Wolthers ressalvou que, com aforte alta de preços na terça-feira, poucos negócios foramrealizados, pois "muitos (produtores) não venderam naexpectativa de que o mercado poderia subir mais". Além disso, segundo ele, muitos exportadores evitaram darcotação (aos compradores internacionais) por não saberemexatamente em quanto vai se consolidar o preço interno noBrasil. "Foi uma semana meio perdida." "Como praticamente não teve negócio, não dá para se basearem negócios muito caros para dar prêmio, está em um mercadocompletamente nominal." MERCADO SEM FUNDAMENTO Na opinião de Takehara, o patamar atual nos futuros de NovaYork não tem fundamento no mercado físico, o que possibilita ummovimento de correção. "Para ter fundamento, teria de voltar no 135 centavos (dedólar por libra em Nova York), 140 já seria um número elevadopara fundamento, mesmo com entressafra no Brasil", observouele, lembrando que o consenso do mercado é de que a próximasafra brasileira será de 49-50 milhões de sacas, cerca de 5milhões a mais do que o governo brasileiro estima na melhor dashipóteses. O trader admitiu ainda que, com exportações mais fortesverificadas nas últimas semanas, isso pode afetar os estoques,tendo um efeito positivo nos preços no futuro. (Edição de Marcelo Teixeira)

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