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Cafeicultores de Franca são vítimas de golpe em depósito

A polícia de Franca, na região de Ribeirão Preto, está investigando um golpe que teria sido aplicado contra pelo menos 70 cafeicultores. Cerca de 10 mil sacas, no mínimo, que estavam num depósito, no bairro Estação, desapareceram do local no final de semana passado. A suspeita é que o dono do depósito, Odair José Rodrigues, teria vendido o café estocado. O prejuízo dos cafeicultores, estimado pela polícia, oscila entre R$ 2,2 milhões e R$ 2,5 milhões. Um boletim de ocorrência, por apropriação indébita, foi registrado, mas o crime poderá tornar-se de estelionato caso Rodrigues tenha mesmo vendido o café.O advogado de Rodrigues, Jânio Pereira, disse que seu cliente vai acertar a dívida com os proprietários das sacas de café depositados no armazém, mas não informou como e quando. Segundo Pereira, um intermediário de Rodrigues passou-lhe essa informação e que o comerciante estaria temendo pela própria vida devido à repercussão do caso. O advogado acrescentou que está analisando, com um contador, a situação do depósito, a Cafeeira Nossa Senhora Aparecida.O delegado do 2º DP, Luís Carlos da Silva, recebeu a denúncia de cafeicultores a partir de segunda-feira. O depósito funcionou normalmente até sexta-feira, dia 29. Na porta, apenas um papel informa o telefone do advogado Pereira. O delegado espera a apresentação de Rodrigues para dar seqüência ao caso.O cafeicultor Afrânio Costa, de 44 anos, e o irmão, Edson, de 45, de Franca, tinham 158 sacas (avaliadas em pelo menos R$ 35 mil) depositadas com Rodrigues. Eles faziam o depósito de café no local nos últimos três anos. "Fiquei sabendo que ele (Rodrigues) estaria quebrado na sexta-feira (29) e ele ficou de emitir uma nota na segunda (02), mas estava fechado", lembra Afrânio, que pagava R$ 2 mensais pelo armazenamento (incluindo um suposto seguro). Rodrigues esperava o melhor preço no mercado para negociar o café e depois recebia uma comissão pela venda.Um cafeicultor de Franca teve um prejuízo maior: cerca de R$ 215 mil (977 sacas). Um outro, amigo de Rodrigues, contabilizava prejuízo de R$ 20 mil. Um de Restinga tinha 80 sacas no armazém e vendeu 50 delas a Rodrigues, por R$ 250/saca, acima da média de R$ 220/saca, mas não recebeu o dinheiro prometido. Segundo o delegado Silva, o armazém teria capacidade para cerca de 70 mil sacas.

Agencia Estado,

04 de outubro de 2006 | 17h22

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